Prémio Sakharov para duas mulheres yazidi

Nadia Murad e Lamyia Aji Bashar são duas sobreviventes do Estado Islâmico. O Prémio Sakharov é atribuído todos os anos a personalidades que se distinguem na defesa dos Direitos Humanos.

Nadia Murad tem 23 anos e sobreviveu ao cativeiro e à escravatura do Estado Islâmico (Daesh) no Iraque. Um caso entre muitos das mulheres do povo yazidi. Foi presa em 2012. Depois de fugir, construiu a iniciativa Nadia Murat, e chegou a embaixadora da boa vontade das Nações Unidas.

O jornalista Nuno Domingues traça o perfil das duas galardoadas com o Prémio Sakharov

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Lamyia Aji Bashar é mais nova. Tem 18 anos. Também escapou e foi das poucas a não esconder o nome quando revelou o tipo de sevícias sexuais de que era vítimas às mãos dos terroristas. Durante a fuga uma mina explodiu e duas outras raparigas morreram. Lamya ficou com a cara parcialmente desfigurada.

Depois de libertadas contaram o mundo como o Daesh explora sexualmente as mulheres e como estas são transacionadas em leilões, cujas receitas servem para financiar o grupo terrorista.

O Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento é atribuído todos os anos pelo Parlamento Europeu a personalidades que se distinguem na defesa dos Direitos Humanos e das liberdades fundamentais.

A eurodeputada Ana Gomes conhece pessoalmente as duas jovens distinguidas com o Prémio Sakharov. Nadia Murad e Lamyia Aji Bashar sobreviveram a meses de escravatura sexual. A eurodeputada portuguesa diz que Nadia e Lamyia têm muitas feridas abertas.

Ana Gomes fala sobre a experiência vivida por Nadia Murad e Lamyia Aji Bashar

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A eurodeputada fala sobre a importância que este prémio pode ter

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Ana Gomes espera que o prémio agora atribuído não sirva apenas para reconhecer a luta destas duas jovens mas possa também um grito de alerta para todo mundo sobre o que se passa com esta minoria étnica do Iraque.

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