Sepulturas de cemitério judeu profanadas em dia de marcha contra antissemitismo

O chefe de Estado francês não participa na manifestação parisiense desta terça-feira na Praça da República, mas o primeiro-ministro marca presença bem como toda a classe politica. Emmanuel Macro visitou, esta tarde, o cemitério judeu de Quatzenheim onde foram profanadas 80 sepulturas esta terça-feira.

A luta contra o antissemitismo organizou-se. E ganha uma nova dimensão esta terça-feira com uma marcha organizada por 14 partidos políticos.

A manifestação desta tarde pretende travar o aumento de actos antissemitas depois das agressões verbais deste fim de semana ao escritor e filósofo Alain Finkielkraut durante a manifestação dos "coletes amarelos".

O Presidente francês visitou ao inicio da tarde o cemitério de Quatzenheim, onde esta manhā cerca de 80 sepulturas do cemitério judeu foram profanadas.

" As pessoas que fizeram isto não sāo dignas da República", afirmou Emmanuel Macron.

"Um grupo de indivíduos fez o que, infelizmente, outras pessoas fizeram durante demasiado tempo. Se estou aqui é para testemunhar da solidariedade de toda a nação e da vergonha que temos em testemunhar isto, da nossa determinação em estarmos juntos. Haverá esta noite, em muitas cidades francesas, manifestações convocadas por todas as forças políticas que vão mostra esta motivação e mobilização de todo o país", descreveu o chefe de Estado francês.



Os protestos estão agendados em todo o país, e conta em Paris com a presença de 18 membros do governo, do antigo Presidente da Republica, François Hollande, do antigo primeiro-ministro Bernard Cazeneuve ou ainda do líder da França Imsubmissa Jean-Luc Mélenchon que não quis adiantar a hora ou o local de chegada à manifestação por questões de segurança, depois de ter recebido ameaças de morte esta manhā.

"Os atos antissemitas multiplicaram-se drasticamente no ultimo ano, já chega", lê-se no comunicado emitido Partido Socialista que deu início a esta manifestação.

O líder do PS Olivier Faure lembrou que a União Nacional de Marine Le Pen nāo foi convidada a juntar-se à Marcha num momento em que as ameaças e violências dirigidas a judeus aumentaram 74% em 2018, segundo um relatório divulgado na terça-feira pelo ministério do Interior.

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