Putin deixa aviso à NATO e critica sanções dos EUA

Presidente russo ameaça com reforço do arsenal militar e classifica sanções norte-americanas de "contraproducentes".

Vladimir Putin acusou esta quarta-feira a NATO de estar a deslocar a sua infraestrutura militar para mais perto da fronteira russa e considerou que, para responder a esta movimentação, a Rússia precisa de reforçar o seu próprio arsenal.

É um aviso deixado em conferência de imprensa após uma reunião com o presidente finlândes Sauli Niinisto, em Sochi, no sul da Rússia. Putin revelou também que, até agora, a NATO recusou debater com Moscovo novas regras para os voos militares.

Entretanto, a porta-voz da NATO, Oana Lungescu, já respondeu à críticas de Putin, garantindo numa nota enviada à agência Reuters que as ações que tem tomado são "defensivas, em proporções adequadas e estão em linha com os compromissos internacionais". Segundo a porta-voz, a NATO colocou no terreno 4000 homens de forma a deter qualquer possível agressão e estabelece uma comparação com a forças russas, que acusa de estarem colocadas na Ucrânia, Geórgia e Moldávia "contra a vontade dos governos locais".

Acerca do assunto dos voos militares, Lungescu garante que o assunto foi abordado na cimeira entre a NATO e a Rússia acerca da segurança do espaço aéreo no Báltico.

Na ordem do dia estiveram também as sanções aplicadas pelos Estados Unidos à Russa, que Putin considerou "contraproducentes" e "sem sentido". O presidente russo acrescentou ainda que tem esperança os parceiros americanos "venham a perceber que essa política não tem futuro" e que possam começar a cooperar "normalmente".

Putin insistiu que as sanções interessam "ao 'establishment'" norte-americano e não propriamente ao Presidente dos Estados Unidos.

Entram esta quarta-feira em vigor as sanções económicas à Rússia, que os Estados Unidos anunciaram a 8 de agosto, no âmbito do caso do ex-espião Sergei Skripal envenenado em março no Reino Unido com um agente neurotóxico desenvolvido na União Soviética, o 'novichok'.

Esta terça-feira, a administração norte-americana aumentou a lista de empresas e indivíduos alvo de sanções por apoio a atos de pirataria informática russa e violação do embargo comercial à Coreia do Norte.

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