República Centro-Africana: militares portugueses vão encontrar um país instável

A República Centro-Africana está em crise desde 2012. Um relatório da ONU fala em mortes arbitrárias e violência sexual. Os militares estão a chegar ao país para participarem numa missão internacional

Os militares vão encontrar um país muito instável onde, ao fim quatro anos de guerra, a violência continua a marcar o dia-a-dia das populações.

O conflito agravou-se em finais de 2013, com a comunidade internacional a falar em genocídio já que os combates eram essencialmente contra civis e levados a cabo pelos muçulmanos da Seleka e pelos cristãos.

A jornalista Margarida Serra recorda como começou o conflito na República Centro-Africana

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Nesta altura, há 12 mil capacetes azuis no país mas que parecem incapazes de acabar com a violência. A Human Rights Watch encontrou casos de ataques contra campos de refugiados controlados pelas Nações Unidas.

Tudo aconteceu há dois meses num campo de refugiados chamado Kaga-Bandoro. Mais de 30 pessoas morreram e as imagens por satélite permitiram mostrar que 175 casas nos arredores do campo e 435 cabanas no interior foram totalmente destruídas.

Neste momento há pelo menos quatro grupos armados no país. Já o governo, que tem um poder muito limitado, prepara-se para receber os primeiros soldados com treino militar. São 160 homens, um número manifestamente insuficiente para estabilizar a situação no país apesar de contar com o apoio de milhares de capacetes azuis.

Integrada na missão de estabilização das Nações Unidas na República Centro-Africana, MINUSCA, a força portuguesa é composta por 160 militares, dos quais 90 do regimento de Comandos e quatro da equipa de controlo aéreo da Força Aérea Portuguesa, segundo informação do Exército português.

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