Ruas de Caracas vivem "tensa calma". Venezuela pode ter novo presidente em breve

Cidadão português a viver em Caracas descreve o estado de espírito nas ruas da capital venezuelana e realça a importância das Forças Armadas no desenrolar das próximas horas.

Avizinham-se horas tensas na Venezuela, em especial na capital Caracas, depois de Juan Guaidó, líder da oposição a Maduro, ter-se autoproclamado presidente interino do país.

À TSF, Fernando Campos, um português que vive em Caracas, explica que nas ruas da capital vive-se uma "tensa calma" e que só nas próximas horas se poderá perceber o futuro do país. Na ótica deste português, Juan Guaidó tomou "uma atitude e uma posição realmente forte" ao assumir o lugar de líder da nação venezuelana.

O papel das Forças Armadas promete ser determinante, como o próprio Fernando Campos reconhece. Apesar de "haver muita gente descontente com o atual Governo venezuelano" no seio das mesmas, o ponto fulcral será o de perceber quantas "dão a cara" por tal.Nicolás Maduro tem pessoas da sua confiança "nas posições principais das Forças Armadas" e pode, a partir daí, controlar este movimento que pede uma mundança no regime venezuelano.

As próximas horas serão determinantes para se perceber qual será o futuro da Venezuela e os dias que antecederam este episódio foram de violência, como explica o português. "Esperemos que a situação se mantenha calma: ontem [terça-feira] sim, houve algumas escaramuças e inclusive alguns mortos. Hoje [quarta-feira], e até este momento, não tenho informação de grandes confrontos, há algumas coisas muito pequenas", explica.

Sobre a situação em Caracas, Fernando Campos explica que os protestos têm sido pacíficos. Nas ruas, como descreve, vive-se um cenário calmo: "Esta manhã, muito cedo, percorri várias zonas da cidade, estava tudo muito calmo. Havia uma tensa calma, poucas pessoas na rua naquele momento, transporte público muito reduzido e limitado. Houve muita ausência no trabalho, há muitos negócios fechados. Estamos à espera, é preciso esperar nas próximas horas para ver a reação do Governo e dos órgãos que o Governo controla."

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