Ministro italiano confirma que migrantes do "Diciotti" vão desembarcar nas próximas horas

Os 138 migrantes estavam há cinco dias no porto de Catânia à espera de autorização para desembarcar.

O ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, confirmou este sábado que os 138 migrantes retidos no navio militar "Diciotti" desembarcarão nas próximas horas e serão acolhidos em países como Albânia e Irlanda, bem como pela igreja católica italiana.

"Alguns imigrantes vão para a Albânia, o governo albanês demonstrou ser melhor do que o francês (...) O resto dos imigrantes irão para mais um ou outro país, mas a maioria será acolhida pelos bispos da Igreja italiana", disse Salvini em Pinzolo (norte de Itália).

Fontes do Ministério do Interior afirmaram que "em breve começarão as operações de desembarque" e os imigrantes "serão levados para um centro de Mesina", na Sicília, antes que comecem a ser encaminhados para a Albânia e Irlanda e sejam acolhidos pela Igreja.

O porta-voz da Conferência Episcopal italiana (CEI), Ivan Maffei, confirmou à agência de notícias ANSA que "a Igreja italiana vai acolher uma centena" e sublinhou que este acordo "põe fim ao sofrimento destas pessoas".

A Albânia deverá receber 20 refugiados e a Irlanda entre 20 a 25.

Este acordo põe fim a um impasse de dez dias durante os quais os imigrantes permaneceram a bordo do navio da guarda costeira italiana, cinco no mar e outros cinco retidos no porto de Catânia.

O navio "Diciotti" salvou do Mediterrâneo 177 migrantes, a 16 de agosto, e permaneceu cinco dias no mar, até atracar, a 20 de agosto, no porto de Catânia, mas o ministro do Interior, da extrema-direita, não permitiu o desembarque.

A 22 de agosto desembarcaram 27 menores, com idades entre os 14 e os 17 anos, e este sábado mais doze.

Salvini afirmou que mantém a sua determinação em travar os fluxos migratórios para Itália e sublinhou que "o próximo navio (que queira desembarcar em Itália) pode dar a volta e regressar".

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