Soldados disparam contra civis na fronteira entre Venezuela e Brasil. Há pelo menos um morto

Vítimas dos confrontos entre militares e cidadãos serão indígenas.

Uma pessoa morreu e 12 ficaram feridas, quatro com gravidade, após um confronto na fronteira do Brasil com a Venezuela em que, segundo o Washington Post, soldados venezuelanos dispararam contra civis.

Os cidadãos que se encontravam no local são indígenas da tribo Pemones, de vila de Kumarakapa, e tentaram abrir espaço para que os camiões de ajuda humanitária entrassem do país, o que levou aos disparos por parte das autoridades.

A vítima mortal é uma mulher de 42 anos e, entre os 12 feridos, há quatro pessoas em estado grave.

O incidente é o mais violento de que há conhecimento desde que milhares de voluntários se mostraram disponíveis para entrar com ajuda humanitária na Venezuela.

Esta quinta-feira, Nicolás Maduro, ordenou o encerramento das passagens de fronteira da Venezuela com o Brasil, admitindo fazer o mesmo na fronteira com a Colômbia.

"Decidi (que) no sul da Venezuela (...) a partir das 20h00 de hoje (0h00 de sexta-feira em Lisboa) (...) fica encerrada total e absolutamente, até nova ordem, a fronteira terrestre com o Brasil", anunciou Maduro, numa reunião com militares no forte Tiuna de Caracas, o maior quartel do país.

Horas depois, num "decreto presidencial", divulgado na sua conta oficial do Twitter, Guaidó pediu aos "órgãos do poder público responsáveis pelos assuntos em questão" que executem o necessário "para manter aberta a fronteira com o país irmão".

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