Titanic: 4 dias de vida, 100 anos de História (IV)

No ano em que se assinala o 100º aniversário do naufrágio do Titanic a TSF relembra, ao longo desta semana, as várias fases da vida do navio considerado na altura como o maior e mais luxuoso navio do mundo. Hoje mostramos o primeiro vídeo da expedição ao Titanic, realizado pela instituição norte americana, Woods Hole Oceanographic.

Foram precisos 73 anos para se conhecerem as primeiras imagens submarinas do Titanic. Sabia-se vagamente que o acidente tinha ocorrido a 380 quilómetros de Newfoundland mas ninguém conhecia o local exato dos destroços do navio.

As primeiras expedições foram enviadas em 1963, mas a maioria fracassou por falta de financiamento.

O transatlântico estava mergulhado a 4 mil metros de profundidade, por isso as expedições ao local só podiam ser feitas com submarinos especiais, o que tornava a busca extremamente cara.

Em 1980, o oceanógrafo norte americano Robert Ballard convenceu a marinha dos Estados Unidos da América a desenvolver um sistema de busca subaquático, em parceria com o seu instituto, sistema esse que estaria pronto cinco anos depois.

Na noite de 1 de setembro de 1985, um submarino não-tripulado mostrou as primeiras imagens dos destroços do Titanic.

Nessa altura foram tiradas cerca de 20 mil fotografias: imagens ténues de caldeiras, chapas de aço, louças em porcelana e sapatos, que confirmavam que os destroços estavam espalhados ao longo de 600 metros, separando a proa da popa.

Esta equipa norte americana fez, ao todo, onze missões submarinas a que se juntaram depois outros investigadores cujo objetivo era também o de recuperar alguns dos objetos valiosos que pertenciam aos passageiros do Titanic.

O realizador do filme "Titanic", James Cameron, também liderou uma expedição subaquática para fazer registos da proa e da popa do transatlântico, que foram separadas durante o naufrágio e agora se encontram separadas por 530 metros.

A última expedição ao RMS Titanic ao local do naufrágio ocorreu em 2004.

Depois das mais variadas expedições ao náufrago 'gigante dos mares', ficou provado que o metal do Titanic foi parcialmente consumido por décadas de água salgada corrosiva.

No passado dia 5 de abril, os destroços do Titanic passaram a ser protegidos pela UNESCO, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

A UNESCO refere que «até agora, o Titanic não podia ser beneficiado pela Convenção da Unesco, adotada em 2001, já que ela só pode ser aplicada aos vestígios submersos há pelo menos um século». Assim sendo «a partir de agora, os estados que assinam a Convenção poderão proibir a destruição, a pilhagem, a venda e a dispersão de objetos encontrados no Titanic».

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