Transexuais do Paquistão autorizados a fazerem festa

A repórter da Reuters, Caren Firouz, teve a oportunidade rara de fotografar uma festa de pessoas transgénero numa região onde esta comunidade é perseguida e violentada.

Uma festa em Peshawar. Os saris dos convidados giravam enquanto eles dançavam ao som da música numa espécie de banquete de iniciação para mais um membro da comunidade.

Shakeela teve a sua festa de "nascimento" guarda pela policia que pede, à entrada a identificação dos convidados.

Medidas de segurança especiais numa festa de transgénero, porque estas pessoas correm o risco de violência no Paquistão muçulmano e conservador. Uma terra onde trabalham como dançarinos em casamentos e noutras festas mas raramente são autorizados a terem as suas próprias comemorações.

"É a primeira vez numa década que abrimos abertamente essa função", disse Farzana Jan, líder da Trans Action Pakistan, uma Organização Não Governamental que estima que há pelo menos 500 mil pessoas "trans" em 190 milhões de habitantes no Paquistão.

As autoridades municipais de Peshawar costumam recusar a permissão para festas de transgénero. Mas um incidente no ano passado, quando um ativista transgénero morreu depois de ser baleado seis vezes e depois de ter sido negado o tratamento num hospital de Peshawar, as atitudes parece terem suavizado.

Na maioria do Paquistão, as pessoas transgénero são evitadas pelas famílias e forçadas a mendigar ou a se prostituírem para se sustentarem.

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