Trump barra residência nos EUA a parceiros de diplomatas homossexuais

A partir de agora, todos os diplomatas estrangeiros têm de ser casados para poderem viver com os seus parceiros nos Estados Unidos. Se a lei do seu país lhe negar o casamento, Trump nega-lhes a a residência no país.

Os parceiros do mesmo sexo de diplomatas da Organização das Nações Unidas (ONU) deixaram de ter direito a vistos para viver nos Estados Unidos.

A nova lei implementada pela administração Trump entrou em vigor esta segunda-feira e afeta ainda membros da NATO e do Banco Mundial, escreve o The Guardian .

Caso estejam casados com os diplomatas, os conjugues continuam a ser elegíveis para entrar no país, como acontece com casais heterossexuais. Acontece que os diplomatas destas organizações são provenientes de todo o mundo, incluindo muitos países onde o casamento homossexual é ilegal.

Desde 2009 que apenas homens e mulheres casados com diplomatas têm direito a vistos de residência nos EUA. Foi Hillary Clinton, enquanto secretária de Estado, que abriu uma exceção para os parceiros do mesmo sexo de diplomatas estrangeiros poderem continuar a viver com a pessoa com quem mantinham uma relação no seu país de origem.

Apenas 12% dos países membros da Nações Unidas permitem o casamento de casais homossexuais, escreveu a ex-embaixadora da ONU, Samantha Power, no Twitter. "Esta é uma medida desnecessariamente cruel e intolerante".

Os casais do mesmo sexo já a viver nos EUA podem casar com os seus parceiros pelo direito ao visto, mas podem enfrentar consequências legais caso regressem ao país de origem.

Segundo o memorando entregue aos funcionários da ONU para implementação da nova lei, quem não apresentar um certificado de matrimónio até 31 de dezembro terá de sair do país nos 30 dias seguintes.

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