Turquia: Ordem de detenção para 2750 juízes e procuradores

Na Turquia, multiplicam-se as detenções de juízes e altos responsáveis das forças armadas. Há 3 mil militares presos e ordens para deter 2750 juízes e procuradores.

O presidente já admitiu que pode regressar a pena de morte. Esta é a ultima informação que chega da Turquia, depois de o governo ter voltado a pedir aos apoiantes do poder eleito para que continuem nas ruas.

Foi esta a mensagem transmitida a uma multidão a quem falava o primeiro-ministro, na capital. Yildirim admitiu que os eventos de ontem à noite, que começaram com uma tentativa de golpe de Estado, ainda não acabaram.

Uma mensagem numa altura em que a polícia turca prendeu durante a tarde o numero dois e o numero 3 do exercito. Estão ainda confirmadas as detenções de pelo menos 10 juízes do tribunal máximo para questões administrativas. Em causa suspeitas de ligações aos militares que tentaram um golpe de Estado.

Para Marisa Matias o golpe falhado representa bem o que se tem passado no país nos últimos anos.

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Marisa Matias, eurodeputada do Bloco de Esquerda, que já visitou a Turquia em representação do parlamento europeu e que também já participou em manifestações contra Erdogan, considera que a situação na Turquia está tudo menos controlada. A bloquista diz que este golpe tem contornos muito peculiares e representa bem o que se tem passado no país nos últimos anos.

A eurodeputada acredita que o presidente turco "está a aproveitar esta situação para poder mudar a Constituição".

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Para Marisa Matias, as detenções em massa de militares mas também de juízes mostram que o presidente turco tem um objetivo.

O ultimo balanço da noite violenta de ontem ainda não é claro, uns números apontam para 180 mortos e outros para 265. Há ainda registos de 1500 feridos e quase três mil militares presos.

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