Um mês após ciclone Idai, situação das crianças em Moçambique é "muito grave"

Daniel Kimme, porta-voz da UNICEF em Moçambique, admitiu que mais de um milhão de crianças precisam com urgência de comida, abrigo, água, saneamento, vacinas, cuidados de saúde e educação.

Um mês depois da passagem do ciclone Idai, as pessoas atingidas pela tragédia na Beira começam lentamente a voltar para casa. Porém, a UNICEF fala de um regresso para aldeias onde falta tudo o que é básico.

"As pessoas estão a regressar lentamente [às aldeias], ou às suas casas ou têm de ser realojadas. Todas as pessoas que perderam as casas regressam para um vazio, por isso é muito importante que tenham acesso a cuidados de saúde e a educação", enaltece Daniel Kimme, porta-voz da UNICEF em Moçambique, em declarações à TSF.

O responsável adianta que é preciso uma "intervenção a longo prazo" para a qual a UNICEF já pediu "donativos no valor de 108 milhões de euros". "Nesta altura estamos a receber muitos donativos para a primeira intervenção, mas estamos muito preocupados com as perspetivas a longo prazo", admite Daniel Kimme.

A situação para as crianças é "muito grave", tendo em conta que, só em Moçambique, "mais de um milhão de crianças precisam com urgência de ajuda humanitária, de comida, abrigo, água, saneamento, vacinas, cuidados de saúde e educação".

As doenças relacionada com as inundações são também "um dos maiores desafios" da UNICEF, com "mais de cinco mil casos" de cólera. Para travar o surto, além da vacinação, a organização iniciou, segundo Daniel Kimme, "campanhas para ensinar a população sobre hábitos de higiene para conter a doença".

"Na Beira, já tivemos sucesso, restabelecemos o sistema da cidade e isso é muito importante porque a cólera transmite-se através de água contaminada", explicou, frisando que também se procura "dar às populações água potável segura para beber".

Nesta altura, a Unicef anunciou que há mais de um milhão e 600 crianças a precisar de ajuda básica e urgente, nos três países afetados pelo ciclone Idai, Moçambique, Malaui e Zimbabué.

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