Vanuatu: o pequeno país do Pacífico que é também o mais perigoso do mundo

O Relatório de Risco Globais 2015 classificou os países com maior probabilidade de sofrerem catástrofes naturais e uma menor capacidade de resposta. Paraísos à parte, viver em Vanuatu é um risco.

Vanuatu é um dos muitos paraísos do Pacífico, mas apenas para quem quer passar umas férias. Mais de um terço da população de Vanuatu, 36,37%, ou seja, 95 mil pessoas, correm riscos de se ver envolvidas numa catástrofe natural todos os anos.

O Relatório de Risco Globais 2015, que tem em conta não só as probabilidades mas também a frequência com que ocorrem catástrofes naturais, considera ainda a capacidade dos países para reagir a esses problemas. Um desses casos é a Guiné-Bissau, que embora tenha um risco de apenas 13,78%, a vulnerabilidade é de 70%, devido à falta de preparação para uma catástrofe.

Vanuatu chegou ao primeiro lugar em 2015 porque, nesse ano, e em apenas uma semana, sofreu um terramoto, uma erupção vulcânica, e o ciclone Pam. Este último fenómeno passou também pelas Filipinas, o terceiro país do ranking, deixando 75 mil pessoas em estado de emergência e arrasando 96% dos cultivos do país.

O sudeste Asiático e o Pacífico são as zonas mais expostas a catástrofes naturais, mas a grande diferença está na preparação dos países. O Japão, por exemplo, frequentemente ameaçado por terramotos e tsunamis, tem uma preparação que lhe permite fugir aos primeiros lugares do ranking. O mesmo já não acontece com as Filipinas, Indonésia ou Myanmar.

Na outra ponta do estudo, com um nível de segurança quase perfeito, está o Qatar. O risco do país é de apenas 0,08% e a capacidade de reação é também assinalável. Os maiores riscos estão nas sociedades menos preparadas, como é o caso dos países da África subsariana.

Na Europa, há três países com um elevado risco de sofrerem uma catástrofe natural: Holanda, Grécia e Roménia. O país dos diques, que ocupa a posição 50 do ranking, tem um risco de sofrer uma catástrofe de 30,57%, tão elevado quanto El Salvador ou o Bangladesh, mas a sua capacidade de resposta reduz o perigo ao mínimo. As inundações, que seriam a principal ameaça, são camufladas com a preparação das autoridades. Gregos e romenos, embora na Europa, têm um risco de 21,11% e 15,77%, respetivamente.

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