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A União Europeia (UE) "apoia plenamente" a Assembleia Nacional da Venezuela, cujo líder se autoproclamou hoje Presidente interino do país, e pede a realização de "eleições livres e credíveis", declarou a Alta Representante para a Política Externa.
Num comunicado divulgado esta noite, em Bruxelas, a Alta Representante para a Política Externa da UE, Federica Mogherini, salienta que "a UE apoia plenamente a Assembleia Nacional como instituição democraticamente eleita", argumentando que "os poderes devem ser restaurados e respeitados".
Declaration by @FedericaMog on behalf of the EU on latest developments in #Venezuela
- EU Council Press (@EUCouncilPress) 23 de janeiro de 2019
« The civil rights, freedom and safety of all members of the National Assembly, including its President, @jguaido, need to be observed and fully respected. »
Full text: https://t.co/clPr2Syohq
"Os direitos civis, a liberdade e a segurança de todos os membros da Assembleia Nacional, incluindo os do seu presidente, Juan Guaidó, devem ser reconhecidos e totalmente respeitados", frisa a responsável.
Numa posição divulgada após o líder do parlamento venezuelano, o opositor Juan Guaidó, se ter autoproclamado hoje presidente interino, Federica Mogherini aponta que o povo venezuelano pediu "maciçamente a democracia e a possibilidade de traçar livremente o seu próprio destino".
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"E essas vozes não podem ser ignoradas", vinca.
A UE exige, assim, "um imediato processo político que leve a eleições livres e credíveis, em conformidade com a ordem constitucional", segundo Federica Mogherini.
"A violência e o uso excessivo da força pelas forças de segurança são completamente inaceitáveis e não vão resolver a crise", avisa a responsável, considerando que "o povo venezuelano tem o direito de se manifestar pacificamente, escolher livremente os seus líderes e de decidir o seu futuro".
A Alta Representante adianta que a UE e os Estados-membros continuam "disponíveis para apoiar a restauração da democracia e do Estado de Direito na Venezuela por via de um processo político pacífico e credível".
Falando hoje perante uma concentração de milhares de pessoas, no leste de Caracas, Juan Guaidó disse: "Levantemos a mão. Hoje, 23 de janeiro, na minha condição de presidente da Assembleia Nacional e perante Deus todo-poderoso e a Constituição, juro assumir as competências do executivo nacional, como Presidente Encarregado da Venezuela, para conseguir o fim da usurpação [da Presidência da República], um Governo de transição e eleições livres".
Para Juan Guaidó, "não se trata de fazer nada paralelo", já que tem "o apoio da gente nas ruas".
O engenheiro mecânico de 35 anos tornou-se rapidamente o rosto da oposição venezuelana ao assumir, a 03 de janeiro, a presidência da Assembleia Nacional, única instituição à margem do regime vigente no país.
Nicolás Maduro iniciou a 10 de janeiro o seu segundo mandato de seis anos como Presidente da Venezuela, após uma vitória eleitoral cuja legitimidade não foi reconhecida nem pela oposição, nem pela comunidade internacional.
Os Estados Unidos, o Canadá, a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Brasil, a Colômbia, o Peru, o Paraguai, o Equador, o Chile e a Costa Rica também já reconheceram Juan Guaidó como Presidente interino da Venezuela.
Até agora, só o México e a Bolívia anunciaram que se mantêm ao lado de Nicolás Maduro.
A Venezuela enfrenta uma grave crise política e económica que levou 2,3 milhões de pessoas a fugir do país desde 2015, segundo dados da ONU.
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