Xi Jinping foi "um contrapeso aos Estados Unidos de Trump"

Qual a figura e o acontecimento do ano 2018? A opinião de Felipe Leal Albuquerque, doutorando do Instituto de Ciências Sociais.

Figura do ano: ainda que minha tendência imediata fosse Jair Bolsonaro, escolho Xi Jinping, pela lenta transição que assistimos rumo à Ásia; por se ter mostrado como um contrapeso aos Estados Unidos de Trump; pelas consequências da "guerra comercial", cujas negociações foram adiadas para fevereiro; pelas reformas económicas em curso na China e que impactam o mundo; pela ocupação de espaços deixados por Estados Unidos e Europa em América Latina, África, Ásia e também Europa (como aqui em Portugal).

Acontecimento do ano: adoção do "livro de regras" (rulebook) do Acordo de Paris, há poucas semanas, na COP-24 em Katovice, Polónia. As alterações climáticas são, muito possivelmente, o facto mais importante e dramático da contemporaneidade e os esforços para que cheguemos aos marcos de Paris ainda estão muito longe de serem suficientes. O livro de regras cria alguma previsibilidade e garante certa margem de negociação. Se puder escolher um #2, aponto a continuidade do Brexit e as incertezas que isso traz.

Académicos da área das relações internacionais, eurodeputados, jornalistas experientes em matéria de política internacional, correspondentes no estrangeiro e diretores de órgãos de comunicação social votaram na figura e acontecimento do ano.

Leia ainda as escolhas e opiniões dos membros do Painel TSF .

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