Família Reynolds produz vinhos de corpo alentejano com costela britânica

É uma história de paixão pelo Alentejo que começou em 1820, quando o londrino Thomas Reynolds chegou a Portugal, atraído pelo negócio do vinho.

Dois séculos volvidos, Julian Reynolds continua a dar continuidade à tradição familiar e a produzir vinhos de excelência. O lançamento de mais duas novidades é a melhor prova do caráter distinto das referências da Reynolds Wine Growers.

Os ventos da Revolução Liberal sopravam em Portugal, quando o comerciante e marinheiro Thomas Reynolds se aventurou no comércio do vinho do Porto, que transportava para Londres no regresso das viagens feitas à Península Ibérica onde vendia produtos britânicos.

O sucesso alcançado pelas trocas comerciais levou Thomas Reynolds a aventurar-se - com êxito - na indústria da cortiça, com a construção de uma fábrica de rolhas em Espanha.

Por volta de 1850, família fixou-se em Estremoz e adotou o Alentejo como segunda pátria. Uma opção que constituiu, à época, uma exceção à predileção generalizada dos britânicos pelo Douro e pelo vinho do Porto. Robert, um dos filhos de Thomas, viu o pai e o irmão deixarem Portugal em busca de novos negócios, mas permaneceu no Alentejo. Fez prosperar o negócio do vinho, adquiriu terras e plantou vinhas. A introdução das casta Alicante Bouschet no nosso país, por volta de 1866, terá mesmo ficado a dever-se aos Reynolds, Ainda hoje, é a base dos vinhos tintos produzidos nos 40 hectares de vinha da Figueira de Cima, propriedade com 200 hectares a 400 metros de altitude, e que goza das benesses do microclima da vizinha serra de S. Mamede.

Ao leme do lema da empresa Reynolds Wine Growers, cumprindo o desígnio da família que superou conturbados tempos pós-revolução, Julian

Reynolds, homem de sete ofícios e muito mundo, continua empenhado em manter a qualidade. Aliás, reconhecida pelo crítico Robert Parker (Wine Advocate Magazine), que «nunca classificou os nossos vinhos abaixo de 93 pontos», confidenciou Julian Reynolds, que viu o licoroso Robert Reynolds 2009, um DOC Alentejo 100% Alicante Bouschet, sublime para acompanhar uma sobremesa, receber 95 pontos.

As novidades

Os dois mais recentes lançamentos - Gloria Reynolds Branco 2019 e Gloria Reynolds Tinto 2011 - enobrecem o rico portefólio da casa, que coloca no mercado, por ano, 200 mil garrafas.

Com assinatura do enólogo Nelson Martins, o Tinto 2011 faz jus à referência, apenas lançada em anos de colheitas excelentes, que é uma homenagem de Julian à mãe Gloria.

O vinho, 100 por cento Alicante Bouschet, estagiou 24 meses em barricas de carvalho francês, e apresenta uma cor magnífica, caráter jovem, mas intenso, com assinalável frescura e notas ligeiramente mentoladas, Um grande vinho!

Outra novidade - Gloria Reynolds Branco 2019 - teve estágio de um ano em barrica - 250 e de 500 litros - mas a madeira não sobressai. A frescura e a salinidade fazem deste branco um vinho de eleição para acompanhar marisco e peixe.

Nota elevada para o Julian Reynolds Grande Reserva 2013, um blend de Alicante Bouschet (50 por cento); Syrah (40 por cento) e Cabernet Sauvignon (10 por cento), que fermentou em balseiros de diferente madeira para cada casta.

Um tinto bem estruturado, que enche a boca e tem um final longo.

A gama de referências da Reynolds Wine Growers inclui um rosé -- Carlos Reynolds - que comprova a versatilidade de uma família inglesa a produzir vinhos alentejanos há várias gerações.

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