Em terra de pescadores, há mil e uma maneiras de comer bacalhau à beira-rio

São consumidas 12 toneladas de bacalhau no festival em Ílhavo que celebra o pitéu. Tudo se aproveita, desde a cabeça aos samos.

Ílhavo, conhecida pela ria de Aveiro que o atravessa, está intimamente ligada à pesca do bacalhau. A partir desta quarta-feira, há, portanto, um festival para celebrar a iguaria.

O Festival do Bacalhau é descrito pela organização como "o maior do país", e até as quantidades consumidas provam a dimensão da festividade: "São consumidas 12 toneladas de bacalhau nestes cinco dias."

"As pessoas estão habituadas ao tradicional, àquela posta de bacalhau, mas aqui vão ter a oportunidade de provar línguas, samos [bexiga natatória], caras, e conhecer partes do bacalhau de que, de facto, nem ouviram falar", conta à TSF João Manuel Oliveira, o grão-mestre da confraria.

Ílhavo não será, por estes dias, um lugar para desperdícios, mas um município para reinventar a arte de saborear este peixe. Há, no entanto, uma receita especial que João Manuel Oliveira não deixa de recomendar. "Foi uma receita oferecida por um chef que é um ícone de Portugal: o chef Silva. Era nosso confrade", revela.

A receita parece não ter nada que saber, mas o sabor, diz João Manuel Oliveira, prova o contrário: "Quando olhamos para a posta de bacalhau, parece que foi frito, mas não foi. O bacalhau é envolvido em farinha, ovo, pão ralado, e está no forno durante 20 minutos para gratinar. Vai sobre uma cama de alho e cebola, e fica espetacular."

Nem só de bacalhau se faz a degustação. O azeite e o vinho da Bairrada, para diferir melhor, são acompanhados de outros ingredientes. Oficinas, artesanato e música também vão dar o tom a um evento em que nem a adrenalina falta.

"A corrida mais louca da ria envolve todas as associações intervenientes no festival, e outras que queiram participar, para fazer os seus barcos e uma corrida, já que o recinto do festival é atravessado pelo rio. Fazem essa corrida no sábado à tarde, e é a corrida mais louca, já que os barcos construídos são rudimentares e até cómicos. Estamos perante construções humorísticas, o que torna tudo mais divertido", comenta o representante da organização.

Três, dois, um, o festival arranca na tarde esta quarta-feira e prolonga-se pelo fim-de-semana.

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