Os cinco sentidos no Auge com o Porto aos pés

O topo do Porto Palácio, unidade hoteleira de referência da Invicta, tem outro brilho. O 19.º piso foi remodelado de forma radical; o espaço interior ganhou mais conforto, outra modernidade e a cozinha, liderada pelo chef André Silva, deu uma volta de 360 graus. É o Auge. Um restaurante e gastro bar para contemplar o Porto lá do alto.

É uma exaltação dos sentidos: panorâmica arrebatadora, que delicia o olhar errante sobrevoando a cidade em todas as direções e se perde até onde o azul do oceano e do céu se tocam; espaço acolhedor, em que imperam os tons claros, com decoração e amesendação modernas; ementa criativa com assinatura e uma garrafeira qual tesouro de referências rotuladas de relíquias.

O cartão de apresentação do restaurante Auge Porto, que dá nova vida ao 19.º piso do hotel Porto Palácio, cujo acesso direto é agora garantido por três elevadores, evidencia os atributos de um espaço que pretende «ser um projeto gastronómico relevante na cidade», como sublinha Pedro Serra, diretor de Operações para a Hotelaria da Sonae Capital,

Com o fito nesse objetivo ambicioso, a responsabilidade da cozinha, transformada em espaço autónomo e com área aumentada - mais de 50 m2 -- , passou a ser do chef André Silva, assumindo Rodolfo Tristão a elaboração da vasta carta de vinhos, «com base no stock antigo, em especial de Vinho do Porto», e Pedro Paulo a consultoria para a área de bar, uma das valências do espaço alvo de radical e bem conseguida renovação.

«O objetivo é que seja um restaurante no Porto Palácio, aberto para a rua, e não do hotel», explica o chef, adiantando que «a carta no sentido tradicional do termo só vai surgir no outono-inverno».

Até lá, estará disponível, ao almoço, o menu executivo (entrada prato ou sopa; prato de peixe ou de carne, sobremesa e bebida por 22€).

Ao jantar, brilham os menus de degustação de acordo com a sazonalidade dos produtos: cinco pratos (45€) e com opção vegetariana (35€), ambos sem bebidas incluídas, e que realçam uma cozinha que privilegia, com criatividade, as novas técnicas na elaboração de pratos à base de bons produtos tradicionais: presa de porco ibérico, bacalhau e outras espécies da nossa costa.

Três pratos e uma surpresa para sobremesa

Para surpreender de entrada e realçar uma das especialidades portuenses, o chef André Silva fez chegar à mesa uma mini francesinha, confecionada segundo os cânones da tradição, e acompanhada com o espumante Vértice 2013.

Deliciado o palato com manteiga de caviar e sal preto, apresentou-se policromática e apelativa a salada de bacalhau tradicional, com pimentos, alho, grão de bico, salsa e cebola assada. Boa textura de sabores e acompanhamento a condizer: Singellus, um branco originário do Marco de Canaveses, com assinatura do conceituado enólogo Anselmo Mendes.

Ainda com sabor a mar, nota elevada para o rodovalho e bivalves com cogumelos envoltos em couve, molho de açafrão a caviar. Um prato bem harmonizado com o Luz, um branco poderoso, engarrafado em 2007, e fruto de uma parceria entre Pedro Abrunhos e Dirk Niepoort.

A presa de porco ibérico e vinho tinto, assessorada com cenoura assada e legumes do mercado realçou a apurada confeção, com a carne do reco macia e suculenta, bem acompanhada pelo Herdade do Peso 1997, um tinto alentejano 100 por cento alfrocheiro.

A fechar, a surpreendente sobremesa Baião à Mesa, que promete tornar-se icónica, realçando um doce tradicional: o biscoito da Teixeira, omnipresente nas festas e romarias a norte, é a base de um gelado de canela com pólen e fios de mel.

Uma trilogia de sabores para apadrinhar uma especialidade do concelho de Baião, que inspirou esta sobremesa que casou, de forma esplendorosa, com o Croft 1975.

Um vintage para brindar no Auge com os sentidos deliciados e o Porto aos pés.

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