5G: Tecnologia é "um desafio para Portugal" - administrador da NOS

Lisboa, 21 mai 2019 (Lusa) - O administrador da NOS Manuel Ramalho Eanes disse hoje à Lusa que o 5G é "um desafio para Portugal" e pode "impulsionar o país" se for aproveitada a oportunidade resultante do potencial da tecnologia.

"Esta tecnologia também é um desafio para Portugal", desde que "ponha a sua capacidade de inovação a funcionar", afirmou o administrador, apontado o exemplo da Smart Cities Summit, que está a decorrer na FIL, em Lisboa.

Aliás, a NOS, em parceria com a Huawei, realizou hoje uma demonstração em 5G (quinta geração móvel) em tempo real na FIL, que materializa a condução remota de veículos, simulando uma situação de segurança e emergência.

O 5G vai "claramente" impulsionar o setor das tecnologias e telecomunicações, mas mais do que isso "pode impulsionar o país se aproveitarmos essa oportunidade. Estamos apostados que assim seja", afirmou Manuel Ramalho Eanes.

A NOS aguarda a decisão do regulador Anacom sobre definição do calendário e atribuição das licenças 5G.

Relativamente a telemóveis 5G, o administrador disse que a indicação que tem é que dentro de um ano, entre junho e julho de 2020, já haverá no mercado terminais a serem disponibilizados comercialmente.

Sobre as vantagens do 5G, Manuel Ramalho Eanes destacou as "comunicações de vídeo mais ricas", os "benefícios da realidade aumentada" e até a forma como a tecnologia vai ajudar pessoas que não podem ver a interpretar a realidade de uma forma mais rápida e reduzir as suas limitações.

Relativamente à condução de veículos autónomos, Manuel Ramalho Eanes espera que tal possa ser uma realidade em Portugal num curto prazo, dentro de "dois, três anos".

"A NOS faz parte do consórcio para montar e operar o maior corredor de condução autónoma de veículos na Europa, Porto-Vigo", e "temos a expectativa" de "muito rapidamente" começar a testar isso com veículos de mercadorias para "aferir todos os detalhes que a operação desta natureza implica".

"O 5G vai ser uma tecnologia global", salientou, apontando que a NOS está a trabalhar "a todo o vapor" para tirar "o máximo partido" da quinta geração, em conjunto com as empresas e com as autarquias.

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