Aplicação de plano económico é "pré-requisito" para a paz no Médio Oriente - Kushner

Manama, 25 jun 2019 (Lusa) -- O conselheiro da Casa Branca, Jared Kushner, defendeu hoje que a aplicação do plano económico proposto pelos Estados Unidos para o Médio Oriente é um "pré-requisito" para alcançar a paz naquela região.

O também genro do Presidente norte-americano Donald Trump falava na abertura de uma conferência coorganizada pelos Estados Unidos sobre a componente económica do plano norte-americano para resolver o conflito israelo-palestiniano, que decorre hoje e quinta-feira em Manama, capital do emirato do Bahrein.

"Aceitar um caminho de desenvolvimento económico é um pré-requisito para resolver este problema político anteriormente insolúvel", disse Kushner.

Apesar de ser expectável que a componente política do plano norte-americano não seja abordada durante os trabalhos da conferência em Manama, Jared Kushner reconheceu que esta vertente terá de ser abordada posteriormente.

"Devemos ser claros", disse o conselheiro da Casa Branca, prosseguindo: "O crescimento económico e a prosperidade do povo palestiniano não podem ser alcançados sem uma solução política justa e duradoura, que garanta a segurança de Israel e respeite a dignidade do povo palestiniano".

No seu discurso, o enviado de Trump para o Médio Oriente defendeu que a visão proposta por Washington para aquela região é "a ocasião do século" se a liderança palestiniana "tiver a coragem de aproveitar" o plano.

"A minha mensagem direta para o povo palestiniano é que, apesar daqueles que no passado vos abandonaram, não foram abandonados pelo Presidente Trump e pelos Estados Unidos", assegurou Jared Kushner ainda em palavras dirigidas aos palestinianos, que decidiram boicotar esta iniciativa.

Os palestinianos consideram a abordagem norte-americana como totalmente inoportuna, uma vez que não contempla soluções para as questões políticas, que estão no centro do conflito israelo-palestiniano.

O fim da ocupação israelita e a constituição de um Estado independente é uma reivindicação de longa data por parte dos palestinianos.

Revelado no sábado pela Casa Branca, o plano norte-americano prevê mobilizar 50 mil milhões de dólares (43,8 mil milhões de euros) para investimentos e projetos de infraestruturas nos territórios palestinianos e nos países árabes vizinhos, prevendo a criação de um milhão de empregos numa década.

O encontro em Manama junta responsáveis governamentais, membros da sociedade civil e homens de negócios, mas é boicotado pelos palestinianos. Por seu lado, os israelitas preferiram não revelar se iam estar representados a nível oficial.

O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, declarou no domingo que a conferência do Bahrein está condenada ao fracasso.

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