Contrato público para instalação de CNANS em Xabregas publicado hoje

A remodelação do espaço em Xabregas, Lisboa, que acolherá o Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática (CNANS) terá de ser feita em seis meses, segundo o contrato público divulgado hoje.

O contrato público para a adaptação do armazém da antiga fábrica de tabaco de Xabregas, na zona oriental de Lisboa, foi publicado hoje em Diário da República e nele se refere que tem de ser executado no prazo de 180 dias e que o valor base é de 881.066,04 euros.

Na terça-feira, em audição parlamentar a pedido do PCP, o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, disse que a remodelação e transferência do CNANS para Xabregas teria um orçamento de 970 mil euros (valor sem IVA) e que o processo estará concluído até ao final deste ano.

Em causa está um processo de transferência do CNANS, com cerca de 14 mil peças arqueológicas, das instalações do Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL), em Loures, para Xabregas.

Segundo o ministro, a transferência do centro arqueológico está já em curso, com a retirada de arquivos mortos para a Direção-Geral do Património Cultural, e refutou as críticas apontadas pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP de que o condicionamento e preservação das peças arqueológicas depositadas no MARL estariam ameaçadas.

Na terça-feira, ainda antes da audição do ministro, o Sindicato dos Trabalhadores de Arqueologia denunciava em comunicado a "situação inadmissível" em que se encontra o CNANS, impossibilitado de fazer o "tratamento do espólio em reserva".

O sindicato elencou ainda os "riscos patrimoniais" que corre o espólio do CNANS, entre os quais o funcionamento irregular do laboratório de conservação e restauro, a contaminação dos tanques para tratamento de peças, "com pó, lixos e substâncias estranhas", e "inexistência de condições de segurança e higiene básica no serviço".

Sobre o futuro do CNANS em Xabregas, Luís Filipe Castro Mendes revelou que quer reforçar em 2019 o número de funcionários, com mais dois trabalhadores, que se juntam aos atuais dois arqueólogos e um conservador.

A tutela tenciona transformar o CNANS num "centro de investigação" em torno do património arqueológico subaquático e náutico, em parceria, por exemplo, com os ministérios do Mar e da Ciência, e com a Universidade Nova de Lisboa.

"A missão será virada para o trabalho científico, de preservação, recuperação e conservação", enumerou.

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