Governo são-tomense acusa estudantes em greve de vandalismo em universidade pública

O ministro da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação são-tomense, Olinto Daio, acusou hoje a associação académica dos estudantes da Universidade Publica de são Tomé e Príncipe de crime de vandalismo, devendo, os seus membros serem "responsabilizados por isso".

"Aparecer de madrugada, saltar o muro de vedação e danificar as fechaduras é um crime e nesse caso as pessoas serão responsabilizadas por isso. A própria universidade já apresentou queixa-crime no Ministério Público e brevemente serão conhecidos os resultados", garantiu o ministro, na primeira reação à paralisação na instituição, em que a greve entrou hoje no terceiro dia.

Olinto Daio acrescentou que o que se está a passar na Universidade Publica de São Tomé e Príncipe (USTP) "não é uma greve", mas sim "uma subversão, uma insubordinação", sublinhando que as reivindicações dos estudantes "são infundadas porque toda a gente que vai ao USTP sabe que houve melhorias".

Na passada segunda-feira os estudantes da USTP iniciaram uma paralisação às aulas, protestando contra a falta de água potável, de livros científicos na biblioteca, abuso de autoridade dos professores, falta de condições de higiene e de bolsas de estudo.

Mas o ministro nega a existência de tais problemas e sublinhou as melhorias feitas nos últimos tempos na instituição, enumerando "desde carteiras novas nas salas de aulas, um grande investimento feito na reabilitação das casas de banho e construção de outras novas, construção de um depósito de agua e instalação de Internet".

Olindo Daio explicou que as reivindicações dos alunos "não se colocam", considerando tratar-se de "argumentos para abafar outras questões", que não mencionou.

O presidente da USTP, Aires Bruzaca disse, por seu lado, ter contactado a polícia porque "os alunos estão a ameaçar a grande maioria de colegas seus que pretendem estudar, destruíram 18 portas das salas de aulas" e estão a praticar outros atos de vandalismo.

"É preciso que as autoridades intervenham e tomem medidas enérgicas para por fim a essa situação", defendeu Aires Bruzaca.

A Universidade de São Tomé e Príncipe tem atualmente pelo menos 1.600 alunos e a reitoria disse estar aberta a negociações para que a escola regresse à normalidade.

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