Equipa do Porto desenvolve sistema que fornece mais informação a vídeos a 360 graus

Investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, no Porto, desenvolveram o Augmented Vídeo 360, um sistema que visa "fornecer mais informação aos utilizadores e direcioná-los" em vídeos a 360 graus, revelou hoje o responsável.

"A ideia foi darmos ferramentas a quem cria os conteúdos para fazer chamadas de atenção, fornecer mais informação aos utilizadores e direcioná-los", disse Rui Rodrigues, investigador do Centro de Sistemas de Informação e de Computação Gráfica do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e responsável pelo projeto.

A ferramenta de edição e visualização de vídeos a 360 graus - Augmented Vídeo 360 -- foi um dos seis projetos financiados pela Google no âmbito do fundo de inovação, Digital News Initiative, que teve como propósito "estimular a inovação no jornalismo digital".

A equipa do INESC TEC desenvolveu por isso, durante os últimos dois anos e meio, dois protótipos, um editor e um visualizador, que segundo Rui Rodrigues "vem alterar a perceção dos atuais vídeos a 360 graus".

"Enquanto que num vídeo normal, quem cria o conteúdo consegue direcionar e mostrar aquilo que verdadeiramente quer mostrar, num vídeo 360, aquilo que o jornalista quer mostrar pode estar nas costas do observador e ele não sabe disso".

De acordo com o investigador e também docente na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), esta nova ferramenta vai permitir acrescentar aos pontos de interesse do vídeo "informação adicional" como textos, vídeos, imagens ou legendas orientadas em três dimensões (3D).

"O visualizador vai ser dinâmico, na medida em que se adapta ao ângulo para onde o observador está a olhar. Imaginemos que no vídeo o Papa está no ângulo contrário ao ângulo do observador, o visualizador vai dar-lhe a indicação de que há esse ponto de interesse", esclareceu.

Segundo Rui Rodrigues, no desenvolvimento desta ferramenta, os investigadores do INESC TEC encontraram alguns obstáculos como a "qualidade dos vídeos" e a criação de "mecanismos que facilitassem o processo a quem cria as anotações".

"A qualidade dos vídeos ainda não está tão boa como gostaríamos. E, quanto ao desenvolvimento, a maior dificuldade relacionou-se com as formas de realçar e chamar à atenção dos utilizadores", frisou.

A equipa do INESC TEC responsável pelo desenvolvimento da ferramenta Augmented Vídeo 360, que contou com um financiamento de 50 mil euros, está neste momento "aberta a potenciais interessados em explorar" o sistema desenvolvido.

"Foi criado um protótipo com vista a ser explorado e usado em diferentes modelos, que está ainda aberto e que pode ser diferente tendo em conta o parceiro", clarificou.

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