Estudantes do Porto representam o país em concurso de programação internacional

Três estudantes da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) vão representar pela primeira vez Portugal na final do "International Collegiate Programming Competition" (ICPC), uma competição mundial de programação que este ano se realiza na Alfândega do Porto.

Gonçalo Paredes, Ricardo Pereira e Alberto Pacheco frequentam o 3.º ano da licenciatura em Matemática e em Ciências de Computadores da FCUP, e vão representar Portugal na 43.ª edição do ICPC, prova mundial de programação que decorrerá de 01 a 04 de abril, no Centro de Congressos da Alfândega.

Em entrevista à Lusa, Gonçalo Paredes, o jovem de Coimbra que venceu em 2016 a medalha de bronze nas Olimpíadas Internacionais de Informática, contou que toda a equipa está a sentir "uma grande responsabilidade por representar a instituição e o país".

"É um misto de sentimentos de realização e de ansiedade, porque esta é uma prova muito difícil e com adversários muito bons", frisou o jovem de 20 anos.

Esta edição das finais mundiais do ICPC, organizada pela Universidade do Porto (UP) e que conta com o apoio da Câmara Municipal, vai acolher na cidade 135 equipas, cada uma composta por três estudantes universitários e o seu treinador.

Para treinar para o concurso, que avalia a capacidade de os jovens responderem corretamente a 12 problemas de programação, num espaço de cinco horas, Gonçalo contou que a equipa se tem reunido uma vez por semana, mas que "vai ser um desafio resolver os problemas, num ambiente de nervosismo, e conseguir comunicar bem".

"A parte mais difícil e desafiante prende-se com arranjar novas ideias, ser criativo e tentar recordar, no momento, o que pode resolver o problema", apontou.

Ao longo do encontro, cerca de 240 estudantes voluntários vão acompanhar as equipas internacionais e dar a conhecer a história da cidade através de "15 percursos diferentes pelo centro", revelou, em declarações à Lusa, Fernando Silva, vice-reitor da UP para a gestão de informação, tecnologias educativas, qualidade e melhoria contínua.

Segundo o vice-reitor, a realização do ICPC em Portugal vai permitir "divulgar o que se faz ao nível das tecnologias no país e atrair talento", mas também "prestigiar e reconhecer" o valor dos jovens que participam na competição.

"Este concurso é uma boa maneira de mostrar o potencial dos alunos a nível internacional, porque empresas como a Amazon, a Google e o Facebook estão atentas a esta prova", afirmou.

Durante o evento, que pela primeira vez "se abre à comunidade", a Alfândega do Porto vai ainda ser palco da Semana 'Start & Scale', uma iniciativa da Câmara Municipal do Porto dedicada à promoção da tecnologia, inovação e empreendedorismo, que este ano tem como lema o futuro da força tecnológica (Future of Tech Force).

À Lusa, o vice-presidente da Câmara Municipal, Filipe Araújo, sublinhou que a final mundial do ICPC vai, além de promover a cidade e o seu ecossistema tecnológico, "colocar o nome do Porto no mapa daquilo que são as grandes empresas tecnológicas a nível mundial".

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