Museu Nacional do Brasil destruído por incêndio procura apoios financeiros na Europa

Brasília, 22 mai 2019 (Lusa) - O diretor do Museu Nacional do Rio de Janeiro, destruído por um incêndio em setembro passado, iniciou na terça-feira uma viagem de duas semanas à Alemanha e França em busca de apoio financeiro e institucional.

"O objetivo é mostrar ao exterior os nossos esforços de reconstrução e explicar como é que as instituições de outros países podem contribuir", disse o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, à AFP.

Além da reconstrução do antigo palácio imperial do século XIX, que abrigava o maior museu de história natural da América Latina, a instituição precisa de verbas de emergência para garantir a salvaguarda de peças encontradas nos escombros.

"Essa tragédia transcende as nossas fronteiras, não foi só o Brasil que sofreu, o incêndio chegou a coleções de outros países", afirmou o diretor.

Durante a sua viagem a Berlim, Munique, Frankfurt e Paris, o diretor planeou reunir-se com representantes dos executivos da Alemanha e de França, assim como de museus dos dois países.

A Alemanha já contribuiu com 180.000 euros e o diretor espera poder anunciar um novo pagamento nos próximos dias, sabendo que Berlim está comprometida com um valor até um milhão de euros.

"Espero sinceramente que a França também contribua", afirmou Alexander Kellner.

No rescaldo do incêndio, o ministro dos Negócios Estrangeiros da França, Jean-Yves Le Drian, afirmou que o país estava "disponível para ajudar a restaurar o Museu Nacional".

O Museu Nacional do Rio de Janeiro perdeu praticamente todo o seu património histórico, científico e cultural na sequência do incêndio, que teve origem num aparelho de ar condicionado.

Fundado pelo rei D. João VI, de Portugal, era o espaço museológico mais antigo e um dos mais importantes do Brasil.

Entre as peças do acervo estavam a coleção egípcia, que começou a ser adquirida pelo imperador Pedro I, e o mais antigo fóssil humano encontrado no país, batizado de "Luzia", com cerca de 11.000 anos.

Entre os milhões de peças que retratavam os 200 anos de história brasileira estavam, igualmente, um diário da imperatriz Leopoldina e um trono do Reino de Daomé, dado em 1811 ao príncipe regente português João VI.

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