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Universidades séniores esperam medidas de apoio concreto

O presidente da RUTIS - Rede de Universidades Séniores, Luís Jacob, disse hoje que são precisas medidas concretas de apoio a essa resposta social, para que o envelhecimento ativo não seja apenas "um palavrão".

"Nós já tivemos uma resolução do Conselho de Ministros que reconhece as universidades seniores como importantes. Neste momento falta efetivar isso com medidas mais concretas de apoio a um movimento que já tem cerca de 50 mil pessoas", declarou Luís Jacob no final do V Congresso de academias e universidades seniores, que decorreu na Universidade de Aveiro.

Luís Jacob disse à Lusa que "é mais eficaz e muito económico apostar neste tipo de atividades, em vez de esperar que as pessoas vão para outro tipo de respostas".

Trata-se, salientou, de uma resposta social preventiva, como o atesta "o facto das pessoas que frequentam as universidades seniores consumirem menos medicamentos, nomeadamente antidepressivos".

"Chegamos à conclusão que, com o preço de dois utentes num lar de idosos conseguimos manter cerca de 150 alunos numa universidade sénior, ou seja, esta é uma resposta social muito focada na prevenção, que é muito mais barata, quer para os próprios seniores quer para o Estado, do que as outras respostas sociais convencionais", considerou o presidente da RUTIS.

O V Congresso de academias e universidades seniores reuniu em Aveiro cerca de 400 participantes, em representação de 90 das 320 universidades e academias seniores e decidiu, nomeadamente, reservar três dias para ir à Assembleia da República mostrar "o que se faz de melhor nas universidades" para os deputados terem consciência dessa realidade.

"Precisamos que o Parlamento, porque é lá que se decide o país, nos dê medidas concretas de apoio e não estamos a falar apenas de financiamento, mas também de medidas como os direitos de autor, pois sempre que uma tuna nossa vai atuar tem de pagar direitos de autor, ou o reconhecimento do voluntariado. Precisamos que o Parlamento nos dê esse sinal de que entende isto e de que o envelhecimento ativo não é apenas um palavrão", concluiu.

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