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Visitantes do Museu Nacional de Arte Antiga são maioritariamente estrangeiros

Os públicos do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, são maioritariamente estrangeiros, mulheres, com uma escolarização elevada e profissões relacionadas com atividades intelectuais e científicas, revela um estudo hoje divulgado.

Estas são algumas das principais conclusões de um inquérito relativo aos públicos do MNAA, realizado no âmbito do Estudo de Públicos de Museus Nacionais (EPMN), promovido pela Direção-Geral do Património Cultural, em parceria com o Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa, e no qual participaram 14 museus.

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Relativamente ao perfil social predominante dos públicos do MNAA, o estudo revela que 79% têm um ensino pós-secundário, 54% são mulheres e 67% têm profissões de especialidades intelectuais e científicas, sendo que os públicos estrangeiros são mais escolarizados e qualificados do que os nacionais.

O estudo indica ainda que os públicos do MNAA são maioritariamente estrangeiros, com os de nacionalidade portuguesa a representarem 44% dos visitantes, sendo que 2% destes residem no estrangeiro.

Os públicos nacionais provêm principalmente da Área Metropolitana de Lisboa (69%), embora englobem também 14% de pessoas da região Norte e 12% do centro.

Quanto aos estrangeiros, têm diversas proveniências -- 42 ao todo -, destacando-se França, com quase um terço dos inquiridos estrangeiros, seguida por Espanha, Itália e Inglaterra.

Relativamente às práticas culturais dos visitantes deste museu, há uma maior propensão dos estrangeiros para sair, principalmente para assistir a teatro, espetáculos de dança e ópera, enquanto os portugueses referem principalmente a prática da leitura de livros por motivos escolares ou profissionais.

O estudo concluiu também que sete em cada dez visitantes do MNAA eram estreantes, embora, destes, a maioria tenha afirmado que visita assiduamente este tipo de instituições.

No que respeita à procura de informação prévia às visitas, 60% fizeram-no, com destaque para os estrangeiros, recorrendo principalmente à Internet e aos roteiros turísticos.

A gratuitidade ou as tarifas reduzidas no acesso aos museus mostrou ser um fator de peso nas visitas dos portugueses ao MNAA, com 81% dos inquiridos a assumirem que procuraram saber se tinham direito a algum tipo de isenção ou redução.

As visitas ao MNAA são predominantemente realizadas com companhia, sobretudo em família, e em particular em casal, modalidade esta em que o peso dos estrangeiros é maior do que o dos nacionais.

Os autores do estudo destacam ainda que as crianças e os jovens "são o fulcro de muitas das visitas, com diferentes acompanhantes", desde familiares a amigos.

Entre as motivações apontadas para visitar o MNAA, destaca-se o interesse pelo museu, invocada por 90% dos inquiridos, conhecer ou rever a exposição permanente, apontada por 73%, e acompanhar alguém, justificação para 41%.

A intenção de regressar ao MNAA nos 12 meses seguintes foi manifestada por 45% dos públicos, decisão influenciada pela proximidade geográfica e pela nacionalidade: 69% dos nacionais, contra 26% dos estrangeiros manifestaram essa intenção.

O estudo de públicos visa "a produção de informação atualizada e fiável sobre os públicos, para o conjunto e para cada um dos museus tutelados pela DGPC, num leque alargado de dimensões, promovendo assim o seu conhecimento e, por essa via, uma melhor resposta aos desafios que a relação dos museus com os públicos vem colocando".

A amostra do MNAA em análise foi constituída por 1.010 questionários válidos, dos quais 44% de portugueses e 56% de estrangeiros, realizados entre os dias 03 de dezembro de 2014 e 02 de dezembro de 2015.