PS "reclama" abertura de unidade de convalescença em Cabeceiras de Basto

Os deputados do PS eleitos pelo círculo de Braga apelaram ao Ministério da Saúde para que concretize a integração da Unidade de Internamento Pública de Cabeceiras de Basto na Rede de Cuidados Continuados, anunciou hoje aquele partido.

Numa pergunta dirigida ao ministro da Saúde, os deputados lembram que aquela integração está prevista num despacho de dezembro de 2017, mas ainda não foi concretizada.

Sublinham que, enquanto isso, aquela Unidade de Internamento continua a ser "apenas uma unidade de retaguarda" do Hospital de Guimarães e está "subaproveitada", uma vez que tem em funcionamento apenas oito camas.

Os deputados alertam o Ministério da Saúde que a Unidade de Internamento continua a ser apenas uma "unidade de retaguarda do Hospital da Senhora da Oliveira -- Guimarães EPE e subaproveitada, uma vez que tem em funcionamento apenas oito camas".

Na mesma pergunta, os parlamentares questionam para quando está prevista a integração da referida Unidade na Rede de Cuidados Continuados.

Questionam quais os motivos para que a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte não tenha, até à presente data, dado cumprimento ao despacho do Governo e querem saber se há data prevista.

Em agosto, a Câmara de Cabeceiras de Basto já tinha aprovado uma moção em que apelava ao Governo para que diligenciasse no sentido da integração "imediata" da Unidade de Internamento Pública do concelho na Rede Nacional de Cuidados Continuados de Curta Duração.

"A câmara municipal considera estranho, lamentável e incompreensível que os superiores interesses dos portugueses em geral e dos cidadãos de Cabeceiras de Basto em particular estejam a ser prejudicados por razões que não se conhecem", referia a moção.

Contactada então pela Lusa, a ARS Norte referiu que o contrato para a integração na rede de cuidados continuados será celebrado logo que estejam cumpridos todos os trâmites legais inerentes ao processo.

"O concelho de Cabeceiras de Basto, nesta data, já dispõe de duas unidades com as quais os Ministérios da Saúde e da Solidariedade e Segurança Social têm protocolos celebrados no âmbito da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, nas tipologias de média duração e reabilitação (30 camas) e de longa duração e manutenção (31 camas) o que, em termos de cobertura por NUT, é de 87%", sublinhou a ARS Norte.

A ARS lembrou que foi da sua autoria a proposta da transformação daquela unidade de Cabeceiras de Basto em unidade de convalescença e sublinha que tem vindo a promover reuniões com as várias instituições envolvidas reuniões, "no sentido de que a decisão seja a melhor também para a estratégia e futuro" do Hospital de Guimarães.

"A ARS Norte preocupa-se com todos os cidadãos da Região Norte e, logo que estejam resolvidos os problemas legais, será celebrado o contrato que permita dar respostas a quem delas necessita, tal como é nosso dever e responsabilidade", acrescentou.

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