Vendas do retalho brasileiro recuaram 0,6% de março para abril

São Paulo, 12 jun 2019 (Lusa) - O volume de vendas do retalho brasileiro caiu 0,6% de março para abril, o pior resultado para o período desde 2015, quando a queda foi de 1%, divulgou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Face a abril de 2018, o retalho brasileiro avançou 1,7%, após recuo de 4,4% em março.

No primeiro quadrimestre do ano, as vendas a retalho registaram uma alta de 0,6%, enquanto no acumulado nos últimos 12 meses o crescimento foi de 1,4%.

As vendas do retalho no Brasil ficaram ainda 7,3% abaixo do recorde alcançado em outubro de 2014, revelaram os dados do órgão de pesquisas do Governo brasileiro.

Para Isabella Nunes, gerente da pesquisa do IBGE, as variações no comportamento do retalho em 2019 deixam o setor ainda no patamar de dezembro do ano passado.

"De janeiro a abril não acumulou nada. É como se o ano de 2019 não tivesse dado nenhuma contribuição para a recuperação da trajetória de queda iniciada em 2014", explicou, em comunicado divulgado pelo IBGE.

Acrescentou que a perda de força do setor em abril foi demonstrada pelos recuos em cinco das oito atividades analisadas, em especial o setor de hipermercados, que caiu pela terceira vez seguida, e o de vestuário, que apresentou o segundo mês negativo.

"São atividades que já vêm mostrando perda de ritmo. As vendas nos hipermercados, que respondem pelo maior peso na pesquisa, já acumulam uma queda de 3,4% de fevereiro a abril", frisou Isabella Nunes.

As vendas de produtos farmacêuticos também caíram, 0,7%, contribuindo para o mau desempenho do setor.

"Provavelmente houve antecipação das compras em março, já que foi amplamente divulgado que haveria o aumento oficial determinado pelo Governo", explicou a gerente da pesquisa.

Outros artigos de uso pessoal e doméstico e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação contribuíram para o resultado negativo do índice de abril, com -0,4% e -8%, respetivamente.

Regionalmente, 20 das 27 estados do Brasil reduziram o volume de vendas no retalho, sendo os recuos mais intensos na Paraíba (-3,5%), Rio de Janeiro (-2,8%) e Pará (-2,6%).

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