Líderes partidários fazem último apelo ao voto e comentam campanha

Os líderes dos cinco partidos com assento parlamentar fizeram, esta sexta-feira, os derradeiros apelos ao voto e o balanço da campanha para as eleições de domingo.

Ao fazer o balanço da campanha eleitoral, que termina esta sexta-feira, o secretário-geral do PS afirmou que Portugal «precisa de ter uma governação responsável e estável mas também uma governação que tenha capacidade de diálogo social, porque as propostas radicais e até aventureiras esbarrarão sempre com uma certa conflitualidade social».

«Os portugueses devem escolher uma solução que garanta uma concentração social que permita envolver» e não dividir, defendeu José Sócrates, em declarações à TSF.

Também ouvido pela TSF, o presidente do PSD qualificou a campanha de «extremamente positiva», ainda que nem tudo tenha corrido bem.

«O PSD procurou sempre, ao longo destes 15 dias, comunicar com o eleitorado menos preocupado com o passado e mais focado numa mensagem de esperança e de confiança para o futuro», frisou.

Passos Coelho acrescentou que a situação actual «é extremamente difícil», mas «o que é importante é que os portugueses agarrem esta grande oportunidade para tratar do seu futuro e não para ajustar contas».

O líder do maior partido da oposição voltou ainda a dizer que se o PSD ganhar as eleições o PS não terá lugar no futuro executivo.

Por seu lado, o secretário-geral do PCP e candidato da CDU lamentou que a campanha esteja na recta final sem que alguns partidos - PS, PSD e CDS-PP - tivessem a «coragem» de dizer a verdade, como apelo Cavaco Silva, sobre «aquilo a que o povo português está reservado».

«Quando tentarem aplicar essas medidas», os portugueses que votarem nesses três partidos vão sentir que «foram enganados», avisou.

No mesmo sentido, Francisco Louçã, do BE, disse que faltou clareza por parte dos partidos que assinaram o compromisso com a "troika".

«Creio que foi uma escolha política determinada por parte de José Sócrates, Passos Coelho e Paulo Portas não falarem do país» nem dos seus programas, que «são muito parecidos», comentou.

Pelo contrário, Paulo Portas disse que acredita que o CDS-PP fez uma campanha eleitoral «austera» e «positiva», sem ataques.

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