Sampaio diz que falta falar do acordo da "troika"

Numa análise à campanha eleitoral, Jorge Sampaio considera que os candidatos devem falar das medidas da ajuda externa. Já Ramalho Eanes entende que esse período devia ser de «verdade acutilante».

Jorge Sampaio considerou, esta segunda-feira, que os protagonistas da campanha eleitoral «têm feito o seu melhor», mas alertou que faltou falar das medidas do acordo da "troika", advertindo que é preciso «trabalhar bem e depressa».

À margem da apresentação do livro "Portugal e o Futuro", editado pela editora Matéria Prima, este ex-Presidente da República disse que é «preciso que os sacrifícios sejam bem distribuídos» e que «as pessoas vejam uma finalidade positiva neste percurso que eu esperançadamente chamaria um percurso de transição».

«Temos a partir do dia 5 de Junho à noite, uma coisa para cumprir e o que temos para cumprir é um quadro de referência, um acordo feito com a "troika" e subscrito pelo Governo e pelos outros dois partidos do chamado arco governativo», acrescentou Sampaio, em declarações à agência Lusa.

Na mesma cerimónia da editora Matéria Prima, esteve o também ex-presidente Ramalho Eanes para quem a campanha eleitoral ficou «muito aquém das expectativas».

«Em relação à campanha não me queria pronunciar, mas a campanha ficou muito aquém das expectativas porque eu entendia que devia ser um período de verdade acutilante, mobilização, diálogo para que percebêssemos todos que estamos no mesmo barco e que o que interessa é chegar à praia», afirmou, também em declarações à agência Lusa.

Continuar a ler

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de