Sócrates apela ao voto dos indecisos

No comício de encerramento, o secretário-geral do PS pediu aos socialistas indecisos para não faltarem ao voto e sublinhou que a «abstenção não é uma escolha, é uma desistência».

O secretário-geral socialista apelou aos socialistas indecisos, aos eleitores de esquerda e a quem beneficia de protecção social, dizendo que não podem falhar com o voto porque o momento é «especialmente grave».

Na parte final da sua intervenção no comício do PS, no Parque das Nações, Sócrates dirigiu-se primeiro aos socialistas indecisos.

«Peço-lhes em meu nome e em nome de toda a História do PS que não falhem o seu voto, porque o momento é especialmente grave, já que o que está em causa é a justiça social. A esses que estão indecisos, digo que a abstenção não é uma escolha, mas uma desistência - e nenhum socialista desiste de se ocupar da vida pública», disse.

Sócrates dirigiu-se ainda aos eleitores que «partilham valores de esquerda», apelando para que «concentrem votos no PS, porque o que está em causa é muito sério e quem quer lutar pela igualdade de oportunidades só encontra expressão votando no PS».

O secretário-geral do PS dirigiu-se ainda aos cidadãos que beneficiam de apoios sociais: «Para quem as redes de protecção social são importantes, digo que não falhem com o vosso voto no PS, porque a bandeira do nosso programa é o Estado social» afirmou.

A candidatura socialista é única capaz de garantir um Estado social, garantiu José Sócrates, sublinhando que Passos Coelho precipitou a crise política no país.

«O país pagou um preço pela ausência do sentido de Estado e pela irredutibilidade do líder do PSD», disse, sustentando que «o PSD tem ressentimento por ter perdido as eleições anteriores».

Sócrates acusa o PSD de «mesquinhez» por, durante a campanha eleitoral, recorrer a grande figuras sociais democráticas para atacá-lo. «Que contributo dão à democracia!», exclamou o candidato do PS.

«Não me cansei de apelar ao diálogo durante a campanha», sublinhou Sócrates que, ao acusar Passos Coelho de «acentuar o sectarismo», frisou que «a grandeza política é um valor de grande importância».

Os resultados na educação são apontados por Sócrates como uma vitória da governação socialista:«Nunca houve tantos jovens a estudar no nosso país, isto é uma acção do PS no Governo ao serviço de uma economia melhor».

No último comício antes das eleições de 5 de Junho, o líder do PS enalteceu o empenho do partido em «apostar na escola pública enquanto garantia de igualdades no acesso à educação».

Sócrates não esqueceu as criticas de Passos Coelho ao programa Novas Oportunidades, acusando o líder do PSD de «atrevimento» e de «falta de sensibilidade» por considerar que as pessoas que frequentam este projecto obtêm um «certificado de ignorância».

«Não duvidem que os portugueses que se inscreveram no programa Novas Oportunidades deram um passo de coragem, tiraram tempo à família e à empresa para contribuírem para um Portugal melhor», sustentou.

Aos apoiantes socialistas que se encontravam no Parque das Nações, o secretário-geral do PS não esqueceu de parafrasear a frase de Jorge Lacão: «Eles deitaram abaixo o Governo, mas fizeram levantar o PS».

E prosseguiu: «O Partido Socialista conseguiu aquilo que os seus fundadores ambicionaram: O PS é um partido do povo!».

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