Corpo de Fuzileiros da Marinha celebra este domingo 400 anos de existência

Para assinalar os 400 anos há este domingo uma cerimónia na Escola de Fuzileiros, em Vale de Zebro, no Barreiro.

O Corpo de Fuzileiros da Marinha celebra hoje 400 anos de existência. Foi criado em 1621, quando Portugal estava sob domínio Espanhol. Na altura chama-se "Terço da Armada da Coroa de Portugal" e nasceu para defender os navios portugueses, como explica à TSF Semedo de Matos, comandante da Marinha, e investigador sobre a história marítima portuguesa.

"Sempre houve soldados a bordo dos navios em muitas circunstâncias. O que nunca houve até ao século XVII em Portugal foi uma unidade formada com caráter permanente, ou seja, soldados que embarcam durante as campanhas, que normalmente eram feitas a partir de abril/maio até outubro/novembro, na altura em que o tempo é mais favorável a que os navios andem no mar. Os soldados eram levantados para fazer essa campanha e a seguir eram desmobilizados e iam à vida deles, de um modo geral, de forma desastrosa, porque ganhavam depois hábitos de combate e de vivência juntos e formavam bandos que eram perigosos", conta Semedo Matos.

Os fuzileiros nasceram com 800 soldados. O primeiro grande momento foi a Guerra da Restauração e a ação no interior do país. Semedo de Matos realça que outro dos pontos altos da vida dos fuzileiros aconteceu na passagem do século XVIII para o século XIX.

"No reinado de Dona Maria I os regimentos da armada são transformados numa brigada real de marinha e essa brigada tem uma ação notável, é ela que vai para o Brasil com a família real em 1807 e, depois no Brasil, desempenha um papel importante num conjunto de operações militares."

Atualmente, os fuzileiros são uma força especial com presença em vários locais do mundo, como explica Fernandes Gil, chefe do departamento de operações do corpo de fuzileiros.

Para assinalar os 400 anos há este domingo uma cerimónia na Escola de Fuzileiros, em Vale de Zebro, no Barreiro.

A Marinha conta realizar várias outras ações ao longo deste ano, mas o programa está dependente do avançar da pandemia

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