Papa pede à comunidade internacional que atue "de imediato" em relação às alterações climáticas

O líder da Igreja Católica exorta "todos os que têm responsabilidades políticas e económicas a agir imediatamente, com coragem e com visão de futuro".

O papa Francisco apelou este domingo à comunidade internacional que atue "de imediato, com coragem e visão de futuro", sobre as mudanças climáticas, poucas horas após o fim da cimeira do clima em Glasgow (COP26).

"O grito dos pobres, junto com o da Terra, ressoou nos últimos dias na cúpula da ONU [Organização das Nações Unidas] sobre as mudanças climáticas na COP26 em Glasgow", disse Francisco no final da oração do Angelus, depois de lembrar que este domingo se comemora o Dia Mundial dos Pobres.

"Encorajo todos os que têm responsabilidades políticas e económicas a agir imediatamente, com coragem e com visão de futuro", acrescentou o Papa, perante os fiéis reunidos na Praça de São Pedro do Vaticano, segundo a agência de notícias espanhola EFE.

A 26.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26) adotou formalmente, no sábado, uma declaração final com uma alteração de última hora proposta pela Índia que suaviza o apelo ao fim do uso de carvão.

A alteração foi proposta pelo ministro do Ambiente indiano, Bhupender Yadav, que no plenário de encerramento da COP26 pediu para mudar a formulação de um parágrafo em que se defendia o fim progressivo do uso de carvão para produção de energia sem medidas de redução de emissões.

A proposta acabou por ser aprovada pelo presidente da cimeira, Alok Sharma, que afirmou de voz embargada "lamentar profundamente a forma com este processo decorreu".

O documento final aprovado, que ficará conhecido como Pacto Climático de Glasgow, preserva a ambição do Acordo de Paris, alcançado em 2015, de conter o aumento da temperatura global em 1,5ºC (graus celsius) acima dos níveis médios da era pré-industrial.

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