Zelensky: "Portugal está connosco. Obrigado"

Volodymyr Zelensky agradeceu o apoio de Portugal à candidatura da Ucrânia à União Europeia.

O presidente Ucraniano, Volodymyr Zelensky agradeceu esta quinta-feira a cada um dos 27 chefes de Estado ou de Governo reunidos em Bruxelas, na cimeira europeia, em que concederam o Estatuto de Candidato da Ucrânia, no longo processo de adesão à União Europeia.

Numa intervenção por videoconferência, para o conselho Europeu, a partir de Kiev, Volodymyr disse acreditar que os "laços positivos" com o governo português vão estreitar-se e agradeceu o apoio dado à candidatura da Ucrânia.

"Portugal está connosco. Obrigado senhor primeiro-ministro. O seu país conhece bem o nosso povo. Tenho a certeza que só vamos aumentar os laços positivos entre nós", afirmou o presidente ucraniano, na intervenção para Bruxelas, instantes após ser conhecida a decisão dos 27.

Mais tarde, em conferência de imprensa, o primeiro-ministro, António Costa prometeu "continuar a reforçar a cooperação bilateral que temos estabelecido", com a Ucrânia, "designadamente no apoio técnico no apoio a este processo de candidatura".

"Portugal, como o presidente Zelensky disse, continuará a dar apoio" no processo de adesão, prometeu Costa, a referir-se às breves palavras do chefe de Estado ucraniano.

O primeiro-ministro Português espera que seja "um processo conduzido de uma forma leal, empenhada e correta", pois "a atribuição deste estatuto de candidato à Ucrânia e à Moldávia constitui uma enorme responsabilidade para a União Europeia, de não criar falsas expectativas, de não gerar frustrações que necessariamente serão um amargo futuro na nossa relação".

Agora que se abre-se um novo capítulo rumo à adesão, António Costa quer ver as expectativas criadas nos povos dos dois países acompanhadas de "responsabilidade" do lado europeu.

Ao mesmo tempo que a Ucrânia e a Moldova iniciam um caminho de reformas para se aproximarem dos padrões europeus. Mas, António Consta considera que cabe também à União europeia "preparar-se" para acolher novos membros.

"Temos de repensar a nossa arquitetura institucional, [e] a nossa arquitetura orçamental, de forma a que esse processo de integração seja um caso de sucesso e não seja, obviamente, um fator de enfraquecimento da União Europeia e de frustração dos próprios países, a quem se atribui agora o estatuto de candidatos", vincou.

Tomando como exemplos os casos de dois países que estiveram representados ao mais alto nível, na cimeira com o Balcãs ocidentais: a Albânia, que ultrapassou esta etapa há oito anos, e a Macedónia do Norte, que tem estatuto de país candidato há 17 anos, António Costa apontou falhas também à União Europeia, por até hoje, ainda não ter havido luz verde para a abertura das negociações.

"Quando há um país que, ao fim de 20 anos, não cumpre ainda os critérios de adesão. A falha não é só desse país. É também um fracasso das instituições europeias, que não foram capazes de se organizar, no apoio a esse país, para poder preencher os critérios", criticou.

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