A "Fazenda Fugidos da Terra Seca" que agora é uma densa floresta

Chama-se Ernst Gotsch, é suíço e vive há 40 anos, na Baía, no Brasil. Acredita que a natureza se governa muito bem sozinha, sem a intervenção do homem, e é baseado nisso que desenvolveu um modelo agrícola que trouxe de volta chuva como há muito não se via naquelas terras.

Ernst Gotsch considera que plantar árvores umas praticamente em cima das outras, utilizando produtos químicos, é um desrespeito pela terra e pode ter consequências trágicas, como o fogo. É o que acontece em Portugal, com os eucaliptos: "Quando se cria um bosque onde só há fotossíntese em cima, seca a terra. Mas isso não é culpa do eucalipto! É culpa do modo como o plantaram!" E o mesmo aconteceria com outras espécies, mesmo as autóctones, como o sobreiro tão português.

Quando chegou à Baía, no início dos anos 80, a seca era tão grande que os donos da propriedade tinham fugido, levando os terrenos a ganharem um nome bem ilustrativo: "Fazenda Fugidos da Terra Seca". Os animais mal sobreviviam, a terra não absorvia a pouca água que restava. Foi preciso criar uma espécie de "berçário", com plantas capazes de aumentar os níveis de humidade e trazer a chuva de volta.

E assim, Ernst Gotsch ficou conhecido como o agricultor que "planta água". Hoje, tem à porta uma densa floresta, onde as quantidades anuais de chuva voltaram a ser como há muitos anos. O suíço cita documentos do século XIX que mostram que, nesse tempo, chovia cerca de três mil milímetros por ano e os valores atuais já estão muito próximos disso.

Quanto às alterações climáticas, a resposta é pronta: "O que dificulta a vida somos nós!"

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