"A indiferença mata." Zelensky pede a Israel que faça uma escolha perante o ataque russo

Líder ucraniano assinalou, num discurso perante o parlamento israelita, as semelhanças entre o discurso do Kremlin e o que foi utilizado pelos nazis contra os judeus.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu este domingo a Israel que "faça uma escolha" e apoie o seu país perante a agressão militar da Rússia.

"A Ucrânia fez a sua escolha há 80 anos e temos entre nós os Justos que esconderam judeus, é hora de Israel fazer a sua escolha (...), a indiferença mata", disse Zelensky, jogando com as suas próprias raízes judaicas, num discurso em ucraniano traduzido para hebraico.

Volodomyr Zelensky, que falava por videoconferência numa sessão extraordinária do Knesset (parlamento israelita), evocou na sua intervenção a Segunda Guerra Mundial e o horror do Holocausto para reclamar um apoio mais firme do estado hebraico à Ucrânia e evitar a "solução final" da Rússia.

"Escutem o que diz o Kremlin. São as mesmas palavras, a mesma terminologia que os nazis usaram contra vós. É uma tragédia", apelou Zelenski, de origem judaica, a 112 dos 120 parlamentares que compõem o Knesset, atualmente de férias.

O Presidente ucraniano pediu aos legisladores israelitas que exigissem ações mais contundentes do governo, como fornecer assistência militar à Ucrânia - incluindo o sistema antimísseis Iron Dome - e impor sanções contra a Rússia, algo que Israel ainda não fez.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 902 mortos e 1.459 feridos entre a população civil, incluindo mais de 170 crianças, e provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, entre as quais mais de 3,3 milhões para os países vizinhos, indicam os mais recentes dados da ONU.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

ACOMPANHE AQUI TUDO SOBRE A GUERRA NA UCRÂNIA

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de