"A mãe de todas as noites de chuva" deixou um rasto de destruição em São Tomé

Devido às chuvas intensas que se fazem sentir, a ilha de São Tomé encontra-se em estado de calamidade. As autoridades ainda estão a calcular os danos reais dos prejuízos causados pelas inundações. José Carlos Silva conta à TSF que estas condições meteorológicas impediram a inauguração do seu novo restaurante.

João Carlos Silva, cara conhecida do programa de culinária na Roça com os Tachos e uma referência da cultura de São Tomé, já não vai poder inaugurar esta sexta-feira o novo restaurante na capital da ilha. "O motivo mais forte tem a ver com os prejuízos avultados que nós tivemos dentro do espaço antes de abrir, esta noite, a mãe de todas as noites de chuva torrenciais e de inundação da nossa querida capital", conta o cozinheiro.

As fortes chuvadas que deixaram um rasto de devastação, sobretudo a norte, destruíram parte do interior do espaço que tinha abertura marcada para o último dia do ano. João Carlos Silva não estava lá, mas mas até chegar à Roça de São João, no sul da ilha, ainda passou por locais afetados. "A meio caminho, entre a cidade de São Tomé e Angolares, na Ribeira Afonso ainda andei de gatas para subir uma encosta. Tivemos que fazer um corta mato porque a estrada principal estava obstruída."

Mas o cenário de maior destruição está a norte. João Carlos Silva lamenta a perda de vidas humanas e a devastação na cidade de São Tomé. O chef confessa que ninguém estava à espera e acredita que este é mais um sinal de que é preciso cuidar do planeta. "Estes sinais todos são para alertar os vários povos, as várias autoridades, os vários cidadãos do mundo para o que pode ainda ser pior nos próximos tempos se não tomarmos consciência que esse é um trabalho de todos", defende.

João Carlos Silva sublinha que este foi um episódio que podia ter acontecido em qualquer parte do mundo e, enquanto homem livre sem ligações políticas, faz questão de deixar um elogio às autoridades. "As autoridades estiveram presentes, agiram, falaram, o presidente da republica dirigiu-se ao país e foi aos lugares mais sofridos. Esteve no norte, esteve em Lembé onde pontes ruíram e esteve em Lobata." Os dois distritos mais afetados e onde as autoridades ainda estão a calcular os dados reais dos prejuízos causados pelas inundações.

No centro da cidade, dezenas de comerciantes e trabalhadores ainda limpam os restos de terra e águas que invadiram vários estabelecimentos comerciais em níveis nunca antes vistos.

Os pedidos de apoio chegam de várias partes do país, tendo o Presidente da República apelado à "solidariedade" e ao "espírito de resiliência dos são-tomenses".

O Governo encontra-se esta quinta-feira reunido em Conselho de Ministros, após ter declarado, na quarta-feira, estado de calamidade para os próximos 15 dias.

"Decidimos declarar estado de calamidade para os próximos 15 dias. Acionámos um fundo de contingência para fazer face às despesas e poder apoiar nalguns casos algumas famílias", referiu o primeiro-ministro Jorge Bom Jesus.

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