Acordo comercial com a UE marca o tom da Cimeira dos líderes do Mercosul

A cimeira de Santa Fé deverá diminuir ainda as tarifas entre os países membros para números equivalentes aos da Aliança do Pacífico, de que fazem partem os vizinhos sul-americanos Chile, Peru e Colômbia, além do México.

Maurício Macri recebe Jair Bolsonaro e os chefes de estado de Paraguai e Uruguai na 54ª cimeira de líderes do Mercosul, o mercado comum dos quatro países sul-americanos.

O recente acordo de livre comércio com a União Europeia, finalmente redigido após mais de 20 anos de negociações, marcará o tom do encontro em Santa Fé, a oitava maior cidade argentina.

Tanto Macri como Bolsonaro não eram entusiastas do Mercosul, bloco fundado em 1991.

Paulo Guedes, o poderoso ministro da economia brasileiro, chegou a dizer que o atual governo não daria qualquer tipo de prioridade à organização sul-americana.

Mas o tal acordo com os europeus assinado na reunião do G20, em Osaka, que pode reduzir ou isentar tarifas de importação de produtos agrícolas e industriais, mudou tudo.

O Mercosul passou de desprezado a montra política de Bolsonaro.

Além do acordo com a UE, a cimeira de Santa Fé deverá diminuir as tarifas entre os países membros para números equivalentes aos da Aliança do Pacífico, de que fazem partem os vizinhos sul-americanos Chile, Peru e Colômbia, além do México.

Vai ser ainda abolido o roaming entre os quatro países e os consulados de cada um deles espalhados pelo mundo passam a estar à disposição de todos os cidadãos do espaço Mercosul.

Para Bolsonaro será ainda uma oportunidade de desviar as atenções na política externa para a sua controversa sugestão de nomear o filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, como embaixador nos Estados Unidos, que levantou um coro de críticas, até de aliados.

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