Advogado acusa príncipe André de "zero" cooperação no caso Jeffrey Epstein

Geoffrey Berman diz que, até agora, o filho de Isabel II não respondeu a qualquer pedido de interrogatório.

O advogado norte-americano Geoffrey Berman, do Estado de Nova Iorque, afirmou, esta segunda-feira, que o príncipe André tem fornecido "zero" cooperação no caso de Jeffrey Epstein, avança o The Guardian. Há cerca de um mês, o filho de Isabel II manifestou publicamente intenção de colaborar com as autoridades dos EUA mas, até agora, parece ter ignorado todos os pedidos de interrogatório.

Para já, não haverá nenhuma tentativa, por parte do FBI, de forçar o príncipe André a testemunhar, deixando em aberto a possibilidade de o membro da família real britânica nunca responder às perguntas das autoridades sobre o seu relacionamento com Epstein.

Recorde-se que o britânico de 59 anos viu-se forçado a abandonar as suas funções públicas depois de, em novembro do ano passado, ter dado uma polémica entrevista à BBC. Nessa conversa, o príncipe André não esclareceu várias questões e deixou algumas dúvidas no ar sobre o alegado envolvimento num escândalo de abuso sexual de menores.

Na altura, André disse estar "disposto a ajudar qualquer autoridade encarregue das investigações, se necessário", sobre o caso que estava em curso nos EUA, em que Epstein que foi acusado de tráfico sexual.

O empresário Jeffrey Epstein suicidou-se a 10 de agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento por dois crimes de abuso sexual de meninas de 14 anos e de mulheres, de Nova Iorque e da Florida, no início dos anos 2000.

As investigações entretanto conduzidas concluíram que o suicídio do empresário poderia ter sido evitado, se não fosse o descuido dos guardas prisionais. Epstein já tinha sido colocado em vigilância apertada, depois de ter sido encontrado no chão da cela, a 23 de julho, com hematomas no pescoço, sinal de tentativa de suicídio, e os investigadores do caso concluíram que essa observação intensificada falhou no dia da sua morte.

Os advogados dos agentes do estabelecimento prisional responderam dizendo que os seus clientes estão a ser usados como "bodes expiatórios" das falhas nos sistemas de segurança da prisão de Manhattan.

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