Africano percorre 500 quilómetros a pé para pedir escola na sua aldeia

Tiekoro Dabo caminhou durante 12 dias, entre 18 e 30 de setembro.

Um cidadão maliano caminhou por 500 quilómetros para se dirigir às autoridades na capital, onde expôs a necessidade de uma escola na sua aldeia, na região de Kayes (ocidente). Segundo a agência France-Presse (AFP), Tiekoro Dabo caminhou durante 12 dias, entre 18 e 30 de setembro, no meio do período de regresso às aulas, desde Kayes, perto da fronteira senegalesa, onde passou as suas férias, até à capital, Bamako.

Na capital, Dabo foi recebido no Ministério da Educação, cujos responsáveis lhe prometeram a reconstrução de uma escola na sua aldeia, Lahandy, segundo relatou. Tiekoro Dabo levou consigo fotos da escola que pretende ver reconstruída, por onde passou durante o seu percurso académico e cujo telhado é agora sustentado por uma forquilha de madeira e as paredes, inexistentes, foram substituídas por palha.

"Foi difícil", afirmou o maliano, citado pela AFP, acrescentando: "Espero que as pessoas não fiquem insensíveis a isso, ao esforço feito, é preciso fazer com que as linhas se movam".

Agora, Dabo viajará para Macina, onde foi colocado há um ano, no coração da região central do país, onde a violência atribuída a grupos 'jihadistas' e a milícias matou centenas de pessoas desde 2015. Das 920 escolas fechadas no Mali devido ao conflito, mais de dois terços encontram-se nas três regiões centrais do país - Mopti, Segou e Koulikoro.

As infraestruturas no Mali são geralmente pobres, sendo que o país ocupa a 182.ª posição entre 188 países no Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas de 2018.

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