"Ainda é muito cedo para dizer que já saímos desta fase da pandemia"

Apesar do "otimismo", Stella Kyriakides, comissária da Saúde, considera que os próximos meses devem ser encarados com "cautela e realismo".

A comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides, avisa que é cedo para dizer que a pandemia já entrou numa nova fase, em que podem ser relaxadas medidas.

A falar em Lyon, no final de um encontro com os ministros da Saúde da União Europeia, em que se discutiu a abordagem para pandemia nos próximos meses, Stella Kyriakides considerou que deve haver realismo, cautela, e a noção de que apesar da variante Ómicron, o coronavírus, já demonstrou ser imprevisível.

"Com a Covid-19, realmente, a única certeza ainda é a incerteza", alertou a comissária, lembrando que essa tem sido a realidade "dos últimos dois anos e ainda estamos numa pandemia e temos um vírus altamente contagioso que é a Ómicron".

Questionada sobre se a pandemia já tinha entrado na fase em que pudesse ser vigiada como as gripes sazonais, a comissária pediu cautela, afirmando que "ainda é cedo".

"Precisamos de ser cautelosos", defendeu Stella Kyriakides, considerando que "ainda é muito cedo para poder afirmar que já saímos desta fase".

"Estamos a trabalhar com os estados-membros num período de preparação, e penso que é o mais importante: aumentar continuamente os níveis de preparação para os próximos meses", afirmou a comissária, alertando que não é altura de ser "complacente" com o vírus, apesar da acalmia que se espera nos próximos meses.

"Com vacinas, com aumento da imunidade, com terapêuticas e tratamentos eficazes, e uma variante que resulte em uma infeção mais ligeira pode trazer um período de menor transmissão e acalmia, mas não vou deixar de dizer que este não é o momento para complacência", avisou.

Stella Kyriakides espera que seja tida em conta a história dos últimos dois anos, na hora de tomar decisões sobre a pandemia.

"Estamos encarar o futuro com otimismo, mas ao mesmo tempo permanecemos realistas e precisamos estar preparados para enfrentar as variantes". Kyriakides explicou que as reservas para defender a passagem a uma nova fase se prendem com o facto de "esta pandemia já ter mostrado que há muitas reviravoltas".

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