Al Jazeera apresenta queixa contra Israel no Tribunal Penal Internacional pela morte de jornalista

A jornalista palestiniana Shireen Abu Akleh foi atingida por uma bala na cabeça durante uma operação do exército de Israel no norte da Cisjordânia ocupada.

A cadeia de televisão Al Jazeera anunciou esta terça-feira que apresentou uma queixa junto do Tribunal Penal Internacional contra o Exército de Israel pela morte da jornalista palestiniana Shireen Abu Akleh, alvejada mortalmente no passado mês de maio na Cisjordânia.

De acordo com a Al Jazeera, os elementos transmitidos ao Tribunal Penal Internacional "colocam em evidência novas provas e imagens vídeo que mostram claramente que Shireen Abu Akleh e outros camaradas de trabalho foram alvejados diretamente pelas forças de ocupação israelitas", no dia 11 de maio.

A jornalista da Al Jazeera foi atingida por uma bala na cabeça durante uma operação do exército de Israel no campo de refugiados de Jenin, no norte da Cisjordânia ocupada.

Na altura, a repórter envergava um colete de proteção contra balas e um capacete com a inscrição "imprensa" bem visível.

"As declarações das autoridades israelitas segundo as quais Shireen foi atingida por acidente numa troca de tiros, são palavras totalmente infundadas", acrescenta a nota da estação de televisão.

Hoje, um repórter da agência France Press em Haia viu um advogado da Al Jazeera a entrar na sede do Tribunal Penal Internacional para apresentar o processo.

O tribunal não tem qualquer obrigação de se ocupar do caso.

O Exército de Israel, que ocupa a Cisjordânia desde 1967, reconheceu pela primeira vez, no passado mês de setembro, "uma forte possibilidade" de Shireen Abu Akleh, que tinha nacionalidade palestiniana e norte-americana, ter sido alvejada por um soldado israelita.

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