Alemanha inverte tendência ascendente de contágios pela primeira vez desde dezembro

Os peritos alemães acreditam que muitos casos ficam por registar porque a capacidade de teste a nível nacional é afetada pelo desenvolvimento da variante Ómicron nas últimas semanas e não é possível rastrear todos os contactos de uma pessoa que tenha testado positivo.

A incidência de Covid-19 na Alemanha inverteu este domingo a tendência ascendente pela primeira vez desde dezembro, com o registo de 1466 novos casos, contra 1474 na véspera, informou o Instituto Robert Koch (RKI) de virologia.

Há uma semana, aquele número era de 1400 casos, enquanto há um mês o número de novos casos era de 427, segundo a mesma fonte.

No total, foram comunicados 125.160 novos casos de Covid-19 na Alemanha, contra 133.173 na semana anterior, embora os números do fim de semana sejam geralmente mais baixos do que durante a semana.

A nível nacional, 58 pessoas morreram devido à doença da Covid-19, elevando o número total de mortes provocadas pela pandemia na Alemanha para 119.935.

Os dados do RKI, contudo, contrastam com a opinião dos peritos, que acreditam que muitos casos ficam por registar porque a capacidade de teste a nível nacional é afetada pelo desenvolvimento da variante Ómicron nas últimas semanas e não é possível rastrear todos os contactos de uma pessoa que tenha testado positivo.

Na última semana registou-se um número recorde de novos contágios da pandemia, perto de 250 mil casos, de acordo com as previsões feitas pelo ministro alemão da Saúde, Karl Lauterbach, que apontou que o pico da vaga atual será atingido na Alemanha em meados de fevereiro.

Na Alemanha, as restrições à vida quotidiana continuam em vigor a nível federal, embora algumas tenham começado a ser levantadas em algumas regiões.

A 16 de fevereiro, as autoridades federais e regionais reunir-se-ão para rever a situação e possivelmente coordenar a introdução de nova flexibilização das medidas existentes.

O Partido da Liberdade (FDP), um dos membros, juntamente com os Verdes e os sociais-democratas, que governa a Alemanha sob o chanceler Olaf Scholz, é o que mais pressiona para levantar as restrições, porque, entre outras coisas, a pressão hospitalar caiu na atual vaga.

Os Liberais apoiam o levantamento de todas as restrições em vigor a partir de 20 de março e insistem em particular que as medidas que restringem o acesso às lojas apenas a pessoas vacinadas ou imunizadas não fazem sentido, pois consideram que está provado que as lojas não são uma fonte de contágio.

Os municípios apelam a um acordo sobre um plano de reabertura na próxima quarta-feira, para "finalmente dar às pessoas e à economia um sinal de esperança", disse o chefe da Federação de Municípios e Autoridades Locais, Gerd Landsberg, ao grupo de meios de comunicação Funke no fim de semana.

Entre estas reaberturas, Landsberg mencionou o levantamento das restrições ao acesso ao comércio e apelou também à flexibilização das que limitam a participação dos jovens em eventos desportivos.

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