Alemanha pede à Rússia que retire tropas da fronteira com Ucrânia. Olaf Scholz esperado em Moscovo

A ministra dos Negócios Estrangeiros alemã considera a situação "particularmente perigosa" e apela a Moscovo a retirada das suas tropas. Já o secretário do Conselho Nacional de Segurança e Defesa ucraniano não vê sinais de uma invasão russa.

A ministra dos Negócios Estrangeiros alemã apelou esta terça-feira à Rússia para retirar as tropas da fronteira com a Ucrânia, no dia em que o Chanceler, Olaf Scholz, é esperado em Moscovo.

"A situação é particularmente perigosa e pode degenerar a qualquer momento (...) e devemos usar todas as oportunidades de diálogo para alcançar uma solução pacífica", disse Annalena Baerbock num comunicado.

"A responsabilidade pelo fim da escalada está claramente do lado da Rússia, e cabe a Moscovo retirar as suas tropas", acrescentou.

Hoje, também, o primeiro-ministro japonês vai discutir a situação com o Presidente ucraniano, disse uma fonte do governo japonês à Agência de notícias France-Presse, com Tóquio a expressar "grande preocupação" sobre o risco de uma invasão russa.

A Rússia tem deslocados cerca de 100 mil soldados na fronteira com a Ucrânia e realiza exercícios militares no mar Negro e na Bielorrússia, a poucos quilómetros de Kiev, o que faz temer a ocidente que se possa estar a preparar um ataque próximo contra o país vizinho.

A Ucrânia, no entanto, não vê sinais de uma invasão russa ainda esta semana, adiantou na segunda-feira o secretário do Conselho Nacional de Segurança e Defesa do país, Oleksiy Danílov.

Entretanto, a Rússia disse que ainda há possibilidades para a diplomacia, o que parece mostrar a sua disposição para reduzir a escalada do conflito.

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