Alemanha propõe passaportes de imunidade: um salvo conduto para andar na rua

A ideia está a ser proposta na Alemanha, mas não é consensual.

Um grupo de cientistas germânicos arranjou uma solução para que algumas pessoas possam regressar ao trabalho, em prol da economia: passaportes de imunidade, uma espécie de salvo-conduto para poder andar na rua.

Um passaporte com um carimbo de imunidade seria atribuído apenas a trabalhadores que foram infetados, pelo que desenvolveram anticorpos e já têm defesas contra o novo coronavirus.

Os cientistas alemães estão a preparar um estudo para saberem quantas pessoas já estão imunes ao vírus. Ainda não tem financiamento, mas prevê-se que envolva 100 mil voluntários.

Através de testes de sangue seriam procurados anticorpos contra o novo coronavírus, sendo que as análises teriam que ser repetidas em intervalos regulares, numa amostra representativa da população, para acompanhar o progresso da pandemia.

Com esta informação, o Governo de Berlim teria mais facilidade em, por exemplo, decidir quando e onde as escolas do país poderiam reabrir portas e que pessoas poderiam voltar ao trabalho com segurança.

Estes testes em massa são, no entanto, contestados por cientistas de outros países.

No Reino Unido, um investigador do grupo consultivo do Governo de ameaças aos vírus respiratórios diz ao jornal de The Guardian que ninguém sabe o tempo de imunidade do novo coronavirus.

Por exemplo, no caso da Sars, a Síndrome Respiratória Aguda, também provodada por um coronavírus, a imunidade não dura mais do que um ano.

Defende, por isso, que os passaportes de imunidade são uma "medida provisória razoável", mas as pessoas incluidas nesta categoria teriam que ser mantidas sob observação cuidadosa para garantir que não são infetadas de novo.

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