Aliado de Trump julgado por usar influência do ex-Presidente para ajudar Emirados Árabes

Magistrado adiantou ao júri da cidade de Nova Iorque que Tom Barrack facultou informações confidenciais sobre a campanha e o Governo de Trump.

Um aliado de Donald Trump usou a influência do ex-Presidente para ajudar os Emirados Árabes Unidos (EAU) a tentar ganhar força sobre a política externa norte-americana, num esquema de "poder e dinheiro", disse quarta-feira um procurador.

Um magistrado adiantou ao júri da cidade de Nova Iorque que, sob a orientação dos líderes dos EAU, Tom Barrack facultou informações confidenciais sobre a campanha e o Governo de Trump.

Ao mesmo tempo, os EAU investiram milhões de dólares em empreendimentos comerciais operados por Barrack e pelos seus corréus, realçou o procurador norte-americano Hiral Mehta.

"Quando Donald Trump concorreu à presidência, os réus viram uma oportunidade, uma oportunidade de usar o acesso exclusivo de Barrack para ganhar poder e dinheiro", disse Mehta.

Barrack, acrescentou, considerava-se os "olhos, ouvidos e voz" dos Emirados Árabes Unidos, que lhe chegaram a pedir para descobrir as escolhas de Trump para secretário de Estado e para outros cargos importantes.

A primeira testemunha do Governo dos Estados Unidos foi um especialista em assuntos do Médio Oriente que deverá continuar hoje a depor.

De 75 anos, Barrack foi preso em 2021 e libertado sob fiança de 250 milhões de dólares (cerca de 255 milhões de euros).

Um advogado do milionário havia dito que o seu cliente tem um histórico exemplar de procurar apenas negócios legítimos e interesses públicos.

O amigo de Trump declarou-se inocente das acusações de ter agido como agente não registado de um governo estrangeiro, obstrução e fazer declarações falsas.

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