Alto representante da UE condena ataque a Salman Rushdie e pede rejeição internacional

"Desejo-lhe uma rápida recuperação", diz Josep Borrell.

O Alto Representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, condenou este sábado o ataque ao escritor Salman Rushdie, hospitalizado em estado grave, no estado de Nova Iorque, e instou à "rejeição internacional" destas "ações criminosas".

"Condeno veementemente o ataque a Salman Rushdie e desejo-lhe uma rápida recuperação", escreveu Borrell no seu perfil oficial na rede social Twitter.

O chefe da diplomacia europeia apelou à "rejeição internacional deste tipo de ações criminosas, que violam direitos e liberdades fundamentais", como "o único caminho para um mundo melhor e mais pacífico".

Rushdie, com respiração assistida e ferimentos muito graves, permanece no hospital da Pensilvânia para onde foi transportado após a agressão que sofreu, na sexta-feira, pouco antes de dar uma palestra numa instituição de ensino do estado de Nova Iorque.

O alegado autor do ataque, Hadi Matar, de 24 anos, foi detido e acusado pelas autoridades de Nova Iorque de tentativa de assassínio e agressão, desconhecendo-se o motivo que o levou a esfaquear o escritor britânico.

Salman Rushdie incendiou parte do mundo muçulmano com a publicação, em setembro de 1988, do livro "Os Versículos Satânicos", levando o fundador da República Islâmica do Irão, o ayatollah Rouhollah Khomeini, a emitir uma "fatwa" (decreto religioso) em 1989 pedindo a sua morte.

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