"Ameaça credível e específica." EUA acreditam que haverá novo atentado em Cabul

O Pentágono fala em ameaças "credíveis e específicas", para as quais os Estados Unidos da América deverão estar mais preparados.

Os norte-americanos acreditam na possibilidade de um novo atentado em Cabul. O Pentágono defende mesmo que a ameaça é concreta e "credível".

Numa conferência de imprensa durante a tarde desta sexta-feira, os responsáveis do Departamento de Defesa norte-americana fizeram um ponto da situação, e, apesar da segurança que dizem sentir em relação ao que se passa no terreno, um novo atentado não é uma possibilidade descartada. Aliás, 24 horas depois do ataque em Cabul, John Kirby, responsável do Pentágono pelas relações com a imprensa, declarou: "Ainda acreditamos que haja ameaças credíveis, diria até, ameaças credíveis e específicas, e queremos garantir que estamos preparados para elas."

Os Estados Unidos da América dizem querer estar preparados, mas reconhecem que os esforços feitos até ao momento foram curtos para evitar eventos como o de quinta-feira. William Taylor, um dos militares responsáveis pelas operações, reparou esta sexta-feira a versão dos acontecimentos inicialmente transmitida: o Pentágono acredita agora que houve uma única explosão, e não duas. "Não acreditamos que tenha havido uma segunda explosão; havia apenas um bombista suicida", precisou.

Os EUA mantêm a intenção de sair de Cabul a 31 de agosto. Há ainda 5400 pessoas a aguardar no aeroporto por voos para abandonar o país. William Taylor garante que as Forças Armadas do país têm condições para retirar todas estas pessoas. "Temos a capacidade de incluir as pessoas retiradas na frota militar dos Estados Unidos até ao fim."

John Kirby acrescentou que o esforço de retirada irá intensificar-se. "Verão que faremos movimentações musculadas para retirar as nossas tropas e equipamento", afirmou o secretário para a imprensa.

Com o último dia de agosto cada vez mais perto, os Estados Unidos da América reafirmam-se comprometidos com o futuro do Afeganistão, mas sem qualquer presença militar no território.

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