"América", a sanita de ouro, foi roubada

Autor do objeto de arte inspirou-se em Donald Trump. Roubo aconteceu numa exposição em Inglaterra.

A exposição abriu ao público na quinta-feira no palácio onde nasceu Winston Churchill, em Oxfordshire, Inglaterra, e a sanita desapareceu este sábado.

O desaparecimento de uma sanita não seria notícia a não ser que, como é o caso, esta seja feita de ouro, e valha, segundo diferentes estimativas, entre 1,5 e 4,5 milhões de euros.

O roubo foi confirmado pelos responsáveis do Palácio de Blenheim onde decorre a exposição.

Chamando-lhe um "acontecimento extraordinário", o palácio acabou por ficar fechado todo o sábado (o roubo aconteceu às 5 da manhã), com o inspetor da polícia a confirmar à comunicação social inglesa que o roubo também causou uma inundação pelos danos causados à canalização ligada à sanita.

O Palácio de Blenheim e a polícia já fizeram apelos, pelo Twitter, para que todas as pessoas que tenham conhecimento de algo suspeito relacionado com "este evento" o comuniquem rapidamente às autoridades.

As autoridades suspeitam de um grupo organizado que chegou ao palácio com dois carros e já detiveram um homem com 66 anos, não se conhecendo mais detalhes.

Apesar de lamentarem o sucedido com um objeto "tão precioso", os responsáveis pela exposição vão reabri-la este domingo com os "fascinantes tesouros" que sobram no palácio.

A exposição de arte contemporânea em Inglaterra está a ser organizada pelo artista italiano Maurizio Cattelan e tem como título "A vitória não é uma opção".

Além de organizador da exposição, Maurizio Cattelan é também o autor da sanita de ouro, batizada de "América", obra que foi apresentada ao público, pela primeira vez, em 2016 no Museu Guggenheim de Nova Iorque.

Igual às outras sanitas do Guggenheim, os visitantes podiam usar a sanita de ouro, sendo que de acordo com o museu de Nova Iorque mais de 100 mil pessoas chegaram a usá-la.

Tal como nos Estados Unidos da América, também agora, em Inglaterra, a sanita podia ser usada por qualquer visitante.

"Interessado nas sanitas como objetos" pelas diferentes formas que têm pelo mundo, para fazer a obra de arte Maurizio Cattelan inspirou-se em várias fontes e Donald Trump foi uma das inspirações mais provocadoras.

Ao fazer uma apresentação da sanita de ouro , o Guggenheim recorda os excessos luxuosos dos resorts e hotéis do presidente norte-americano.

Maurizio Cattelan confirma que pensou em Trump ao fazer a sanita, mas garante que também teve outras fontes de inspiração.

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